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Música vendeu mais em digital do que em suporte físico pela primeira vez

As receitas de vendas de música em digital superaram as vendas em suporte físico no mercado global, pela primeira vez, em 2015, segundo o relatório anual revelado hoje pela Federação Internacional de Indústria Discográfica (IFPI).

Todos os discos editados pela banda podem ser apreciados na abertura do Museu (Reuters)

Todos os discos editados pela banda podem ser apreciados na abertura do Museu (Reuters)

© Scanpix Sweden / Reuters

De acordo com a federação, "o mercado discográfico global atingiu um marco importante em 2015", com o digital a tornar-se a principal fonte de receita (equivalente a 45 por cento do mercado), superando, pela primeira vez, as vendas da música nos formatos físicos (que representa uma quota de 39 por cento do mercado).

No total, a venda de música registou globalmente, em 2015, cerca de 13 mil milhões de euros de receita, representando um aumento de 3,2 por cento face a 2014. É o maior aumento em duas décadas, embora esta recuperação assente numa fraqueza, numa "distorção do mercado", afirma a federação internacional.

"A música está a ser consumida em níveis recordes, mas este aumento do consumo não significa uma remuneração justa e equivalente para os artistas e as editoras discográficas", sublinha a organização no relatório.

No entender da federação, o aumento das receitas no suporte digital advém do aparecimento de vários serviços de transmissão de música pela Internet por subscrição, ou seja, em streaming, pelas vendas 'online' e pela massificação do uso de telemóveis com aplicações e acesso à Internet.

Em janeiro deste ano, a Associação AUDIOGEST tinha revelado dados provisórios sobre o mercado discográfico nacional, que davam conta de um aumento de consumo de música em streaming, através de serviços como o Spotify e o Google Play Music.

"São previsões que temos, tendo em conta os levantamentos mensais, de um valor aproximado de 5,9 milhões de euros referentes a streaming, em 2015. Em 2014, o mercado registou 3,7 milhões de euros", afirmou na altura o diretor-geral da Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos (AUDIOGEST), Miguel Carretas.

O responsável disse que a escuta de música em streaming "alavancou o mercado digital" em Portugal e representou mais de trinta por cento do mercado total de música.

Em 2014, o mercado discográfico português registou vendas de 17,6 milhões de euros.

Com Lusa

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