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Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro celebra-se hoje, uma iniciativa que "faz todo o sentido", pela chamada de atenção, e que é "uma alavanca nas vendas", disse à Lusa Bruno Pacheco, da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

© Rafael Marchante / Reuters

"Acho que vale apenas fazer algo, mostrar à população que se faz boa edição em Portugal, que se fazem bons livros, e queremos cada vez mais marcar abril como o mês do livro, como um mês de excelência para a leitura, para os leitores, para o nosso setor. Faz todo o sentido", disse à Lusa o secretário-geral da APEL.

Abril abre com a comemoração do Dia Mundial do Livro Infantil, que se comemora no dia 02, desde 1967, e tem o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor no dia 23, desde 1996. A APEL organiza em Lisboa, de 01 a 20 de abril, a iniciativa "Ler em todo o lado", cuja programação pode ser consultada em www.leremtodolado.pt, e ainda a "Semana do Livreiro", que costuma rodear o Dia Mundial do Livro.

O reforço de atividades de "Ler em todo o lado", neste fim de semana, decorre em parte do interesse do público que gosta de livros, e que os procura, e "também dos bons resultados comerciais tidos nas edições anteriores, por parte dos editores e livreiros", disse Bruno Pacheco à Lusa.

"O evento tem ganhado mais expressão, culturalmente", embora Bruno Pacheco diga não adiante "dados concretos", baseando-se sobretudo em "comentários de editores e livreiros, que dizem que, de facto, as coisas têm melhorado de ano para ano", na adesão ao "Ler em todo o lado".

Quanto ao setor da edição, Bruno Pacheco disse que "o arranque deste ano foi tímido".

"Não estamos ainda em recuperação [da crise], mas também não estamos na queda que estávamos há três ou quatro anos. Ainda não estamos bem", disse.

Segundo o responsável, os registos dos títulos editados no International Standard Book Number (ISBN), em termos de "números, têm-se mantido estáveis", tendo para tal contribuído o "aumento considerável das edições de autor".

O número de registos tem mantido a média dos 17.000 a 18.000 por ano, segundo o secretário-geral da APEL, mas, em termos comerciais, no que diz respeito a títulos publicados, há uma queda acentuada dos 11.000 a 12.000 por ano, para os 8.000, contados em 2014.

Questionado sobre o Acordo Ortográfico, o responsável voltou a afirmar a posição da APEL, que não tomou qualquer posição oficial, e, quanto às editoras, "cada qual faz como melhor entende, conforme o que o seu autor solicita, com exceção dos manuais escolares, que têm de ser como o Ministério de Educação determina".

Sobre exportações para os países lusófonos, Bruno Pacheco afirmou que não tem elementos que "permitam confirmar que tenha havido um aumento de investimento dos editores portugueses nesta área".

Bruno Pacheco realçou ainda a iniciativa "Livraria Preferida dos portugueses", que decorre até 16 de maio, através do sítio na Internet - http://www.questionarios-online.com/survey.asp?F5A1E304728743568A0CA8FB89C0295D, e cuja participação "já ultrapassou o total registado no ano passado, que foi de "cerca de 2.500 portugueses".

"Neste momento já contamos mais de 3.000 participações", adiantou Bruno Pacheco, que lembrou que os vencedores serão anunciados durante a Feira do Livro de Lisboa.

Sobre a próxima edição, que acontecerá de 26 de maio a 13 de junho, no Parque Eduardo VII, Bruno Pacheco diz que "será a maior de sempre, dado o número de inscrições e de pavilhões"

"Voltámos a crescer, temos 278 pavilhões e 121 inscrições" de editores, livreiros e alfarrabistas, entre outros, adiantou.

"Vamos repetir algumas situações que tiveram sucesso no ano passado, como o 'acampar com histórias', o 'showcooking'. E há melhorias em termos de infraestruturas".

Lusa

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