sicnot

Perfil

Cultura

Portugal foi o país europeu com maior crescimento de espetadores de cinema

O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) afirma que Portugal foi o país europeu com maior margem de crescimento de espectadores em sala de cinema, em 2015, em relação a 2014, no relatório "Cinema de/from Portugal", hoje divulgado.

O ICA apontara já, no passado mês de janeiro, que, termos globais, no ano passado, as salas de cinema em Portugal tinham registado um aumento de cerca de vinte por cento, tanto em número de espectadores (mais 2,5 milhões), como em receita bruta de bilheteira (mais 12,1 milhões de euros), comparando com 2014.

No relatório "Cinema de/from Portugal", o ICA recorda igualmente que 2015 foi o ano da morte "de um dos nossos maiores realizadores", Manoel de Oliveira, aos 106 anos, tendo havido, "um pouco por todo o mundo", "múltiplas programações e eventos cinematográficos, em que foi homenageado, como um dos grandes impulsionadores da Sétima Arte".

Para este ano, o ICA destaca igualmente a estreia em sala do documentário "O cinema, Manoel de Oliveira e eu", João Botelho, apresentado em abril, no IndieLisboa, "um documentário sobre o método e o modo de filmar de Manoel de Oliveira", "não a vida, aventurosa e longa, mas as prodigiosas invenções cinematográficas do maior de entre nós, cuja obra coincidiu, cresceu e talvez tenha acabado no mesmo momento em que o declínio do cinema se acentuou".

Também este ano, no âmbito das produções e coproduções portuguesas concluídas, deve estrear-se "Debaixo do céu", de Nicholas Oulman, cuja primeira obra foi "Com que voz", um documentário sobre a parceria criativa entre Amália Rodrigues e o compositor Alain Oulman.

Este novo documentário em longa-metragem, segundo a apresentação do ICA, "é um filme sobre estas histórias de êxodo". "Seis a oito olhares de crianças", da década de 1940, "que hoje têm perto dos oitenta anos", que permitem abordar "a viagem que centenas de milhar de judeus fizeram para escapar a perseguição do regime nazi", na Alemanha, tendo atravessado a Europa em direção a Portugal".

"El dorado XXI", de Salomé Lamas, um filme sobre a comunidade instalada na maior altitude no mundo, La Rinconada y Cerro Lunar, a 5.500 metros, nos Andes peruanos, documentário apresentado em fevereiro, no Festival de Cinema de Berlim, também deve chegar às salas portuguesas, segundo a previsão de "Cinema de/from Portugal".

Outra estreia prevista é "In a moment", de Luís Fernandes, "sobre as raízes da livre improvisação musical".

"Rosas de Ermera", de Luís Filipe Rocha, que conta a história dos pais de José Afonso, que viveram a ocupação japonesa de Timor-Leste, durante a II Grande Guerra Mundial (1939-1945), e "Sousa Martins", de Justine Lemahieu, sobre o culto popular do médico José de Sousa Martins (1843-1897), são outros documentários a estrear este ano.

Está também agendada a estreia de "Tarrafal, dez pancadas no carril", de João Paradela, "uma reflexão cine poética sobre a memória do Campo de Concentração do Tarrafal", na ilha cabo-verdiana de Santiago, espaço de reclusão dos opositores ao regime ditatorial do Estado Novo (1933-1974).

Às possíveis estreias portuguesas deste ano, juntam-se ainda "Turno do dia", de Pedro Florêncio, e "As vozes do fado", de Ruben Alves e Christophe Fonseca, com a participação, entre outros, de Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Ana Moura, Carminho, Ricardo Ribeiro e Gisela João.

Edgar Pêra estreou, em janeiro, "O espectador espantado", "uma cine investigação sobre o ato de ver cinema", que levou ao festival de Roterdão e que será apresentado no dia no festival polaco Docs Against Gravity.

Nas curtas-metragens está previsto a estreia de "Noite de festa", de Tiago P. de Carvalho, "No reino secreto dos Bijagós", de Luís Correia e Noêmie Mendelle, e "SOS animal", de Paula Adrião; na área de animação, "Chatear-me-ia morrer tão joveeeeem", de Filipe Abranches, "Estilhaços", de José Manuel Ribeiro, "A gruta de Darwin", de Joana Toste.

Em 2015, o cinema português, no circuito comercial, foi visto por 940.063 espectadores, registando o valor mais elevado desde 1975, segundo o ICA, num total de 14,5 milhões de espectadores.

As salas europeias de cinema, em 2015, tiveram 1.210 milhões de espectadores, um aumento de 5,2 por cento face a 2014, com Portugal (20,4 por cento), Finlândia (20,3 por cento) e Dinamarca (15,8), a liderarem essa subida, como estimou em fevereiro o programa MEDIA Salles.

O relatório "Cinema de/from Portugal" foi divulgado hoje, pelo ICA, dia em que é apresentada a Festa do Cinema, a decorrer de 16 a 18 de maio, com bilhetes a 2,5 euros, em cerca de 500 salas a nível nacional.

Lusa

  • Portugueses têm ido mais ao cinema

    Cultura

    Os portugueses foram mais ao cinema no primeiro semestre deste ano, com as salas a registarem um aumento de 1,1 milhões de espectadores e 5,4 milhões de euros de receita, comparando com o mesmo período de 2014.

  • Passos explica porque se sentiu irritado com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o Presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas de que foi alvo.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.