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Público dos museus nacionais é jovem, qualificado e mais de metade mulheres

Os visitantes dos 14 museus nacionais são na maioria jovens, de escolaridade e profissão qualificadas, com predominância feminina e de estrangeiros, revela um estudo inédito hoje divulgado pelo Ministério da Cultura, em Lisboa.

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

Os primeiros resultados globais do Estudo de Públicos de Museus Nacionais (EPMN) foram hoje apresentados publicamente no Palácio da Ajuda, em Lisboa, com a presença do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e da diretora-geral do Património Cultural, Paula Silva.

O estudo foi desenvolvido ao longo de um ano, entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015, com base em 13.853 questionários validados realizados nos 14 museus por computador em português, inglês, francês e espanhol, num público com mais de 15 anos, 47% de portugueses e 53% de estrangeiros.

De acordo com o estudo, que teve como parceiro científico o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL), na globalidade, o perfil apurado "segue as características já conhecidas dos públicos dos museus de arte".

Nos 14 museus tutelados pela DGPC, os visitantes são qualificados em termos de escolaridade e atividade socioprofissional e com ligeira predominância feminina (56%).

Quanto à população portuguesa, o estudo indica que o perfil social dos públicos dos museus nacionais é relativamente jovem (entre os 35 e os 44 anos), mais escolarizado (67% com estudos superiores) e com predominância nas profissões de especialistas das atividades intelectuais e científicas, e com uma grande representação de trabalhadores por conta de outrem e estudantes.

O estudo indica também que os públicos nacionais têm práticas culturais muito elevadas e que também há uma percentagem elevada de estreantes nos museus (81 por cento).

Segundo a análise aos resultados, a duração da visita varia entre os 30 e os 120 minutos - dependendo da dimensão do museu e do acervo exposto - e nas motivações destacam-se o interesse pelo museu (89%) e a vontade de conhecer ou rever a exposição permanente (68%).

A motivação menos referida é a participação em atividades específicas para crianças, seniores ou outros grupos (12%).

Quanto ao perfil da origem geográfica, a nacionalidade portuguesa ascende a 47% do total e, destes, dois por cento residem noutros países. Dos 53% de estrangeiros, quatro por cento residem em Portugal.

Os públicos nacionais residem maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa (AML), com 56% dos visitantes, já que, nesta região, encontram-se 10 dos 14 museus, e todos no concelho de Lisboa, concluindo o estudo que, no conjunto dos museus, a proximidade geográfica é o principal fator do volume de visitantes nacionais.

Seguem-se as regiões Centro (20%) e Norte (18%), nas quais se localizam os restantes quatro museus analisados, três na região Centro e um na região Norte.

Os visitantes estrangeiros provêm de cerca de uma centena de países de todos os continentes, sobretudo da Europa (72%), entre os quais se destaca a França (um em cada quatro), e outros países com forte presença são o Brasil, a Espanha, a Itália, o Reino Unido, os EUA, a Alemanha e os Países Baixos, representando globalmente três quartos dos estrangeiros.

No espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é visível, segundo o estudo, uma forte presença do Brasil, com 95%, mas todos os restantes cinco países que compõem a comunidade lusófona estão representados.

O EPMN - o mais representativo realizado até hoje - foi promovido pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) com o objetivo de identificar um perfil global dos públicos dos museus nacionais para, segundo a entidade, apoiar decisões sobre a futura definição de estratégias de captação, fidelização e aumento dos visitantes, e a criação de "políticas culturais que melhorem o acesso à cultura, aos museus e às suas coleções".

O estudo teve o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da ONITELECOM.

Lusa

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