sicnot

Perfil

Cultura

Amazonia Live: quando a ópera entra na floresta

Graça Costa Pereira

Graça Costa Pereira

Editora de Cultura SIC

O projeto social do Rock in Rio dedica-se à reflorestação da Amazónia, até 2019. Plácido Domingo atuou em Manaus num concerto que quis captar a atenção de potenciais parceiros do Amazonia Live.

Os 75 anos de Plácido Domingo não pesam no palco flutuante que o Rock in Rio montou sobre o Rio Negro, em Manaus. O tenor espanhol desfiou temas do repertório clássico e cantou com alguns convidados, incluindo o filho, Plácido Domingo Jr.

Plácido entrou em palco para juntar-se a Ivete Sangalo. Os dois cantaram "Aguarela do Brasil", uma canção de Ary Barroso, gravada no final dos anos 30. Com Pavorotti e Carreras, Domingo já tinha pintado em palco este tema brasileiro; e chegou a cantá-lo num disco seu. Este sábado, Ivete pode partilhar a letra do "Brasil, brasileiro" com um - justificadamente - plácido tenor.

O cenário do Amazonia Live foi pensado há mais de um ano. A ideia "louca" de Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, foi concretizada com muito trabalho e algumas dúvidas pelo caminho. Uma estrutura em forma de folha de árvore com três toneladas de palco assentes em 100 toneladas de balsa? Parecia impossível...

A realidade foi testemunhada por uma plateia de pouco mais de 200 pessoas. Quem assistiu ao concerto - como a equipa da SIC - pode reparar no efeito real que a iluminação da folha causava, em contraste com a noite e com o negro do Rio Que também o é. Contrastes.

Plácido Domingo, mas também o tenor brasileiro Saulo Laucas atuaram com a Orquestra Amazónia Filarmónica, sediada em Manaus (no emblemático Teatro Amazonas). O Amazonia Live foi o momento-chave na campanha do Rock in Rio, a propósito do projeto social que se estende até 2019. O objetivo começou por ser plantar um milhão de árvores. Neste momento, a angariação já chega perto dos 3 milhões. Roberto Medina elevou, entretanto, a fasquia e fala em 5 milhões como meta. À SIC, Plácido Domingo disse que era "um orgulho fazer parte deste projeto" e mostrou-se muito preocupado com a situação da Amazónia. As áreas desflorestadas são cada vez mais extensas e a mão do homem continua a destruir este bem tão precioso.

A Amazónia - que se espalha ao longo de 9 países sul-americanos - é a mais importante reserva de biodiversidade do mundo. 4 milhões de árvores é uma gota no oceano, tendo em conta as necessidades atuais e o desequilíbrio a que chegou a floresta. Para Roberto Medina e para os parceiros do Amazonia Live, o pouco é apenas o começo para o muito que é necessário fazer. Mas, pouco, é melhor que nada.

Graça Costa Pereira

SIC

  • Passos explica porque se irritou com Costa
    0:42

    Economia

    Depois das imagens em que surgiu visivelmente irritado com António Costa, no último debate quinzenal, Passos Coelho veio agora explicar porquê. Na discussão com o primeiro-ministro, o líder do PSD não gostou que Costa tivesse insinuado que a fuga de 10 mil milhões de euros para offshores tenha ocorrido por inação do Governo anterior.

  • Ferro Rodrigues desvaloriza críticas do CDS
    3:24

    Caso CGD

    Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de receber em público Ferro Rodrigues antes de um almoço com o presidente da Assembleia da República. O Presidente também recebeu a representante do CDS-PP, Assunção Cristas, que foi apresentar queixa de Ferro Rodrigues e da maioria de esqueda em relação à comissão de inquérito da Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues desvalorizou as críticas.

  • Luaty Beirão agredido em manifestação em Luanda
    1:27

    Mundo

    Luanda tem sido palco de várias manifestações contra a forma como está a decorrer o processo eleitoral em Angola. Esta sexta-feira, uma dessas manifestações acabou em confrontos com as autoridades. Entre os manifestantes estava o ativista Luaty Beirão.

  • Regime de Pyongyang nega envolvimento na morte de Kim Jong-nam 
    1:53

    Mundo

    A polícia da Malásia diz que o irmão do líder da Coreia do Norte foi morto com uma arma química. Os investigadores encontraram vestígios de gás VX no corpo de Kim Jong-nam, um gás letal proibido pelas convenções internacionais. O Governo da Coreia do Sul pediu esta sexta-feira ao regime de Pyongyang que admita que está por detrás da morte de Kim Jong-nam mas o mesmo já veio negar o envolvimento no assassinato.