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Ministro da Cultura lamenta morte de José Rodrigues

O ministro da Cultura lamentou este sábado, em Santarém, a morte do escultor José Rodrigues, que considerou "uma perda terrível", salientando a obra "considerável" do artista e o seu papel como "militante" da cultura e também político.

Luís Filipe de Castro Mendes falava à agência Lusa no final da entrega do Prémio Europa Nostra 2016, na área de conservação, atribuído pela Comissão Europeia à Catedral e ao Museu Diocesano de Santarém.

"É um grande artista, não só pela obra que deixou, que é considerável, mas também pelo papel de agente cultural, de militante da cultura, que sempre teve, e também de militante político destemido contra a ditadura", afirmou o ministro, adiantando que estará presente no funeral do artista, para lhe prestar a sua homenagem.

Numa nota emitida hoje, o Ministério da Cultura destaca José Rodrigues como "um dos artistas plásticos mais relevantes da sua geração".

"Além da obra notável, foi agente ativo na divulgação descentralizada das artes, nomeadamente na Bienal de Cerveira, que fundou com Jaime Isidoro e Henrique Silva. Um evento que Agustina Bessa-Luís definiu como 'um encontro de escolas e uma decisão de vida pública com as artes'", lê-se na nota do ministério, enviada à imprensa.

O escultor e artista plástico José Rodrigues morreu hoje, aos 79 anos, num hospital no Porto, onde estava internado há cerca de uma semana, disse à Lusa fonte da Fundação do Escultor José Rodrigues.

No Porto, José Rodrigues adquiriu e recuperou a antiga Fábrica Social, espaço que usava como ateliê e onde instalou a fundação com o seu nome, dotada de salas de exposição e de um auditório.

Entre outras obras, José Rodrigues é autor do cubo da Praça da Ribeira e do Monumento ao Empresário na Avenida da Boavista, ambos no Porto.

Lusa

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