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Bob Dylan Nobel da Literatura

(Arquivo/Reuters)

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Supresa para muitos, a Real Academia Sueca distinguiu o cantautor norte-americano com o Prémio Nobel de Literatura de 2016. "Por ter criado novas expressões poéticas".

Última atualização às 12:43

Dylan é distinguido "por ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção norte-americana", anunciou a Real Academia Sueca, em Estocolmo, ao final da manhã.

"Ele encarna essa tradição", disse a secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, lembrando que há 54 anos que o cantor, poeta e compositor se reinventa, criando novas identidades.

Instada a escolher uma canção emblemática do agora Nobel da Literatura, Sara Darius disse que o álbum Blonde on Blonde, de 1966, "é um exemplo extraordinário da sua forma brilhante de rimar e do seu pensamento pictórico".

A representante da Academia Sueca lembrou ainda, quando questionada sobre a especificidade da poesia de Dylan, que foi escrita para ser cantada, que também Homero e Safo, há mais de 2000 anos, escreveram poesia que devia ouvir-se. "E ainda hoje lemos Homero e Safo".

Bob Dylan foi apontado várias vezes como merecedor de um Nobel, mas muitos especialistas também não esperavam que o prémio pudesse ser levado a um género como a música pop.

A distinção da Literatura foi o último dos Nobel anunciados este ano. Os prémios vão ser entregues a 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em doar a sua imensa fortuna para o reconhecimento de personalidades que prestassem serviços à humanidade.

O inventor da dinamite expôs este desejo num testamento redigido em Paris em 1895, um ano antes da sua morte. Os prémios foram atribuídos pela primeira vez em 1901.

Em 2015, a bielorussa Svetlana Alexievitch foi laureada com o Nobel da Literatura. José Saramago recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

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