sicnot

Perfil

Cultura

China elege livros infantis estrangeiros como o "novo inimigo"

© Darley Shen / Reuters

O Governo chinês quer proteger as suas crianças das influências do estrangeiro e elegeu como novo inimigo os livros infantis que chegam do exterior, que segundo um grupo de livreiros, vai começar a ser limitado.

As autoridades de Pequim estão a preparar uma ordem pela qual será reduzido "drasticamente o número de contos infantis estrangeiros publicados no país", segundo disseram várias fontes do setor editorial ao diário independente de Hong Kong South China Morning Post.


Trata-se de uma campanha para reduzir a influência de ideias estrangeiras e melhorar o controlo ideológico das crianças, apesar de estes textos terem pouco ou nenhuma implicação política, referem.


Segundo asseguram estas fontes, a administração estatal vai impor um sistema de quotas, como já existe, por exemplo, no mundo cinematográfico, que limita o número de contos estrangeiros que se publicam a cada ano na China.


Esta medida, que até ao momento só foi transmitida aos livreiros de forma oral, instará as editoras a publicar mais contos escritos e ilustrados por autores chineses.


Desta forma, um dos editores entrevistados pelo jornal assegura que os livros da Coreia do Sul e do Japão vão ter "poucas possibilidades" de serem publicados na China e que a permissão para livros de outros países será "muito limitado".


A China é um dos mercados mais atrativos para as editoras infantis, sendo que os livros de desenhos animados estrangeiros estão cada vez mais populares entre os 220 milhões de jovens leitores menores de 14 anos e são muito mais populares que os textos locais.


O South China Morning Post assegurou que tentou contactar as autoridade de Pequim para confirmar a notícia avançada pelos livreiros, mas não obteve resposta.


Lusa

  • Famílias das vítimas de Pedrógão criam associação para apurar responsabilidades
    2:13
  • Polícias ameaçam com protestos no arranque do campeonato
    1:24

    País

    Os agentes da PSP ameaçam boicotar a presença nos jogos do campeonato da Primeira e Segunda ligas que começam em 15 dias. Os agentes colocam em causa o atual modelo de policiamento no futebol, que faz com que muitos dos profissionais da PSP trabalhem sem remuneração em dia de folga.

  • 700 milhões para armamento e equipamento militar
    1:16

    País

    Portugal vai investir nos próximos anos 700 milhões de euros em armas e equipamento militar. Segundo a imprensa de hoje, o objetivo é colocar algumas áreas das Forças Armadas a um nível similar ao dos outros aliados da NATO. É o maior volume de programas de aquisição dos últimos anos e parte das verbas vão beneficiar a indústria portuguesa que fabrica aviões, navios-patrulha, rádios e sistemas de comando e controlo.

  • Princesa Diana morreu há 20 anos. Filhos falam pela 1ª vez da intimidade
    1:15