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Candiato à presidência da FIFA Ali Al Hussein ataca Blatter e critica Figo

O candidato à presidência da FIFA Ali bin Al Hussein acusou o atual presidente Joseph Blatter de gerir o organismo como um feudo e criticou a proposta de Luís Figo de alargar o Mundial de futebol para 48.

Ali bin Al Hussein, em declarações publicadas hoje pela agência noticiosa France-Presse, estranha que o também candidato à presidência da FIFA, Luís Figo, "inclua no seu manifesto eleitoral o alargamento do Campeonato do Mundo, quando se está a estudar a diminuição do número de dias da prova". (Arquivo)

Ali bin Al Hussein, em declarações publicadas hoje pela agência noticiosa France-Presse, estranha que o também candidato à presidência da FIFA, Luís Figo, "inclua no seu manifesto eleitoral o alargamento do Campeonato do Mundo, quando se está a estudar a diminuição do número de dias da prova". (Arquivo)

© Jorge Adorno / Reuters

Ali bin Al Hussein, em declarações publicadas hoje pela agência noticiosa France-Presse, estranha que o também candidato à presidência da FIFA, Luís Figo, "inclua no seu manifesto eleitoral o alargamento do Campeonato do Mundo, quando se está a estudar a diminuição do número de dias da prova".

"Estou um bocado surpreendido com as promessas que estão a ser feitas pelos candidatos. Há uma forma de fazer as coisas e nós temos que a fazer de forma correta e responsável, para bem de todo o mundo do futebol", sustenta Ali bin Al Hussein.   

Na divulgação do seu manifesto eleitoral, Ali bin Al Hussein considerou que o suíço Sepp Blatter transformou a FIFA no seu feudo e apelou às associações nacionais para que reclamem pelos seus direitos e que se oponham ao regime totalitarista assente na figura presidencial.

Ali bin Al Hussein -- vice-presidente do organismo para a Ásia -, o presidente da federação holandesa Michel van Praag e o ex-futebolista português Luís Figo são os opositores de Sepp Blatter à presidência da FIFA, que se recandidata para um quinto mandato, nas eleições de 29 de maio, em Zurique, na Suíça.

Ao longo do seu manifesto de 14 páginas, Ali bin Al Hussein traça um "círculo virtuoso de desenvolvimento, que engloba o sucesso desportivo e comercial do futebol, suportados pela FIFA, enquanto promotor e modelo de gestão exemplar". 

As propostas do candidato incluem um maior investimento no futebol feminino e juvenil, a revisão do atual sistema de 'ranking' das seleções e no desejo de que "todas as associações membro tenham um estádio nacional digno desse nome".
Lusa
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