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Pelé diz que processo de reeleição de Blatter "foi perfeito"

Pelé, a maior estrela do futebol brasileiro, manifestou no domingo o apoio à reeleição de Joseph Blatter à presidência da FIFA, considerando "perfeito" o resultado do congresso eleitoral, na sexta-feira.

Mark Lennihan

"Estava a favor da sua reeleição. É melhor ter gente com experiência nestes cargos. Foi perfeito", disse o tricampeão mundial pelo Brasil (1958, 1962 e 1970) à chegada a Havana, onde o seu último clube como jogador, o Cosmos de Nova Iorque, realizará um jogo particular com a seleção cubana.

A reeleição na sexta-feira de Joseph Blatter para um quinto mandato como presidente da FIFA foi 'ensombrada' pelo escândalo de corrupção que eclodiu dois dias antes.

Na quarta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol.

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, ganhas pelo suíço Joseph Blatter, que tinha como adversário Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

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