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Maradona diz que não se pode confiar na palavra de Luís Figo

Diego Maradona avisou hoje que irá efetuar uma "limpeza geral" na FIFA se chegar a vice-presidente do organismo e confessou que "não se pode confiar" na palavra de Luís Figo.

© Jorge Silva / Reuters

"Se vencer o príncipe [Ali bin Al-Hussein] posso vir a ser vice-presidente. E se isso acontecer, cuidado, não convirá a muitos. Se eu lá chegar, faço uma limpeza geral", disse Maradona em declarações ao canal televisivo América.

Acérrimo crítico das cúpulas da FIFA há duas décadas, Maradona é uma das principais bandeiras da candidatura do príncipe jordano Ali bin Al-Hussein, numa altura em que o organismo máximo do futebol mundial está envolto num escândalo de corrupção e subornos investigados pela justiça norte-americana.

No passado dia 29 de maio, Ali bin Al-Hussein perdeu as eleições para a presidência da FIFA contra o suíço Joseph Blatter, o qual apresentaria a demissão quatro dias volvidos na sequência do escândalo de corrupção que abalou a organização.

Aquele que foi um dos melhores futebolistas da história do futebol avisou ainda que não quer dinossauros na FIFA e que durante a presente semana falará com o presidente interino da Federação argentina de futebol (AFA) para perceber quem poderá assumir a presidência, uma vez que rejeita que haja mais roubos.

"Não quero que gente do espetáculo venha dizer como dirigir o futebol", disse, numa alusão às aspirações do apresentador televisivo Marcelo Tinelli vir a ocupar um cargo diretivo na AFA. 

Ao mesmo tempo, Maradona recordou a influência negativa de um antigo presidente da AFA e vice-presidente da FIFA, Julio Grondona, cujo nome também foi salpicado por um escândalo de corrupção: "O futebol argentino está moldado por um homem que hoje está debaixo da terra e que fez muito mal à modalidade".   

Em relação a eventuais candidatos à presidência da FIFA que possam concorrer contra o príncipe Ali nas próxima eleições para a FIFA, que decorrerão entre dezembro de 2015 e março de 2016, Maradona disse que o francês Michel Platini, atual presidente da UEFA, terá primeiro de "clarificar os 187 jogos com resultados arranjados", e que no português Luís Figo "não se pode confiar" na palavra, embora "o respeite".







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