sicnot

Perfil

Desporto

Froome ataca falta de 'fair-play' de Nibali

Chris Froome, o camisola amarela da Volta a França em bicicleta, criticou hoje Vincenzo Nibali por tê-lo atacado quando teve uma avaria, com os dois a discutirem à entrada do pódio.

© Stefano Rellandini / Reuters

"Penso que o seu gesto não foi desportivo", disse o britânico da Sky, referindo-se ao ataque de Nibali no momento em que o camisola amarela parou com uma avaria mecânica.

Froome explicou que, a 58 quilómetros do final da 19.ª etapa, um pedaço de alcatrão se colou à roda traseira da sua bicicleta e teve de parar para retirá-lo.

"Nibali teve toda a subida [de La Croix de Fer] para me atacar e escolheu esse preciso momento. Soube depois, pelos outros corredores, que ele se virou para trás [percebendo a avaria do britânico]", disse o camisola amarela.

Poucos momentos antes da conferência de imprensa, Froome tinha abordado o vencedor do Tour2014 antes de subirem ao pódio, com os dois a discutirem violentamente.

"Estou muito desiludido com as suas palavras, são demasiado duras e injustas para serem repetidas", queixou-se o ciclista da Astana, defendendo que o britânico estava muito zangado: "É um problema seu. Ainda estamos com a adrenalina da corrida, prefiro não lhe responder já, estamos os dois nervosos".

Nibali garantiu que não viu a avaria do camisola amarela -- algo que as imagens televisivas desmentem -- e recordou que a tradição que 'impede' um rival da atacar o líder, aproveitando um azar deste, não passa disso mesmo.

"Olhei para trás para falar com o Kangert. Queríamos atacar na Croix de Fer. Só fui avisado do incidente depois pelo rádio. Não há nenhuma regra para isso. Lembro-me do que me aconteceu em Montalcino [onde caiu no Giro2010] ou entre o Andy Schleck e o Alberto Contador [o espanhol atacou quando a corrente da bicicleta do luxemburguês saltou no Tour2010]", concluiu.

Nibali e Froome já tinham discutido no final da sexta etapa, com o italiano a acusar o britânico de causar uma queda que, na realidade, foi causada pelo então camisola amarela Tony Martin.

Lusa

  • Mais de 50 milhões de italianos decidem futuro do país
    1:43

    Mundo

    Este domingo, está nas mãos de mais de 50 milhões de eleitores italianos o futuro do país. Mais do que um voto à reforma constitucional, o referendo terá consequências políticas diretas no Governo italiano. As urnas fecham às 23h00, 22h00 em Lisboa. Os primeiros resultados são esperados meia hora depois.