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Brasil acolhe primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

A primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas arrancam hoje em Palmas, no estado do Tacantins, norte do Brasil, e contam com a participação de mais de dois mil atletas de 24 etnias e 23 países.

© Ueslei Marcelino / Reuters

Ao longo de 13 dias, os atletas, oriundos de todo o mundo, vão competir perante um público estimado em 30 mil pessoas por dia.

Os jogos são organizados pelo Governo brasileiro e do estado de Tocantins, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Comité Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), que desde 1996 realiza os Jogos Nacionais dos Povos Indígenas no Brasil.

Grande parte destes jogos são compostos por desportos indígenas, como corrida de tora, arremesso de lança, arco e flecha, cabo de força, lutas corporais e canoagem. Mas há também jogos de futebol, com equipas masculinas e femininas.

O principal palco dos jogos é a "Arena Green", onde decorrerá a cerimónia de abertura, com o ritual de acender o fogo sagrado e orações.

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, deverá estar presente nesta cerimónia.

Paralelamente às atividades desportivas, decorrerão iniciativas culturais em instalações montadas especialmente para o torneio, nas imediações do estádio Nilton Santos, na região Sul de Palmas.

A "Oca da Sabedoria" funcionará como uma arena de debates, acolhendo fóruns, palestras, mostras de filmes e danças.

Já na "Oca Digital" estão disponíveis computadores com acesso livre à internet e previstos cursos e palestras voltados para as áreas de tecnologia, inovação e criatividade.

O artesanato dos brasileiros nativos será mostrado na Feira das Artes Indígenas e na Feira da Agricultura Familiar Indígena serão comercializados, trocados e apresentados sementes e alimentos biológicos e considerados sustentáveis oriundos de comunicades indígenas.

Lusa

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