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Blatter vai continuar a lutar para "limpar o seu nome"

Joseph Blatter, presidente demissionário da FIFA, está desapontado com a decisão do Comité de Apelo do organismo, que rejeitou o seu recurso, mas vai continuar a lutar para "limpar o nome", afirmou hoje o advogado do dirigente suíço.

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Hannibal Hanschke / Reuters

"O presidente Blatter vai continuar a lutar e está ansioso pela oportunidade de poder ser ouvido e também de poder apresentar provas e assim demonstrar que não teve qualquer má conduta", afirmou Richard Cullen em comunicado.

O Comité de Apelo da FIFA, presidido por Larry Mussenden, rejeitou hoje os recursos de Joseph Blatter e Michel Platini e confirmou, na totalidade, as suspensões impostas pelo Comité de Ética do organismo do futebol mundial.

"O Comité de Apelo da FIFA rejeita o recurso, na totalidade, e confirma a integridade da decisão respeitante a medidas provisórias tomadas pelo Comité de Ética a 07 de outubro de 2015", começa por referir, em comunicado, a FIFA em relação a Joseph Blatter.

Em relação a Platini, o Comité de Apelo salienta igualmente a rejeição do recurso apresentado pelo francês da decisão tomada a 07 de outubro e confirmada, posteriormente, a 20, depois de ter sido ouvida a parte interessada.

Esta decisão surge após os recursos apresentados pelo presidente demissionário da FIFA e por Platini, presidente da UEFA, que foram suspensos provisoriamente por 90 dias, em consequência do escândalo de corrupção na instituição.

Na ocasião, o secretário-geral da FIFA, o francês Jérôme Valcke, também foi suspenso provisoriamente por 90 dias.

A FIFA mantém as suspensões provisórias de Blatter e Platini, mas esclarece que os procedimentos do Comité de Ética irão prosseguir, o que significa que as suspensões podem ainda ser revogadas ou confirmadas.

"As decisões tomadas pelo Comité de Apelo da FIFA foram comunicadas hoje ao senhor Blatter e senhor Platini", refere ainda o comunicado, acrescentando que as mesmas são passíveis de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

Lusa

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