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Carrillo quis "prejudicar gravemente o Sporting"

O presidente do Sporting acusou hoje o futebolista peruano Carrillo, que assinou contrato com o Benfica depois de terem falhado as negociações para a renovação com os leões, de ter querido prejudicar financeiramente o clube leonino.

(Arquivo)

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"O mercado fechou e a surpresa chegou, apesar de prejuízo no mercado Carrillo vai para o Benfica a custo zero... A custo zero? Mas a custo zero ou sem pagar ao clube de origem? Para mim era-me igual, faz meses, por quem Carrillo assinava. Apenas fica, mais uma vez, claro para todos que o atleta e o seu agente propositadamente quiseram financeiramente prejudicar gravemente o Sporting, escreveu Bruno de Carvalho na sua conta no Facebook.

Algumas horas depois de o Sporting ter anunciado que foi informado pelo Benfica de que tinha chegado a acordo com Carrillo por cinco anos, válido a partir da próxima época e até 2021, o presidente do Sporting diz que jogador e agente quiseram lesar o clube de Alvalade "de forma pensada e planeada".

Sob comando de Jorge Jesus, o internacional peruano foi uma das peças mais influentes da equipa no arranque da época, mas, após o fracasso das negociações, foi suspenso e alvo de um processo disciplinar no clube, estando sem jogar desde setembro.

Referindo-se ao período de transferências que terminou na segunda-feira, Bruno de Carvalho questiona o negócio que levou o médio francês Imbula do FC Porto para o Stoke City, de Inglaterra, por 24 milhões de euros.

"Falar da venda de Imbula e colocá-la em mapas comparativos é brincar com as pessoas. Um jogador que veio como Ferrari e sai como um simples automóvel modesto a necessitar de revisão total ter sido valorizado é a anedota do ano. A memória do negócio Mangala ainda está presente", diz o dirigente do Sporting.

Bruno de Carvalho critica ainda as aquisições de Suk, Marega e José Sá, apontados por alguma comunicação social como alvos do Sporting. "Falam de um investimento em três atletas por 6,5 milhões (...). Em primeiro lugar alerto que faltam aí umas verbas aos negócios. Interessa o investimento feito ou não? Quanto a alvos e desvios, um bom gestor sabe separar um bom negócio de despesismo. Gastar dinheiro à toa não é negócio, é gestão danosa", sublinhou.

Lusa

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