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Benfica chega ao clássico no seu melhor voo da época

O bicampeão Benfica chega ao clássico de futebol com o FC Porto, na Luz (20:30), a protagonizar o seu melhor 'voo' da época, deixando para trás um período de muitas dúvidas, face à mudança de treinador.

M\303\201RIO CRUZ

Cumpridas 21 jornadas, o técnico Rui Vitória fez por silenciar os mais críticos, colocando as 'águias' na liderança do campeonato (em igualdade com o Sporting) e muito a tempo de lutar pela conquista do 'tri', uma sequência que não acontece desde 1977.

Toda a polémica no início, com a saída do anterior treinador (Jorge Jesus), e, sobretudo, as três derrotas com o rival Sporting (Supertaça, I Liga e Taça de Portugal) deixaram muitos dos adeptos à beira de um ataque de nervos.

O renascer benfiquista aconteceu com a paciência e a crença que jogadores e treinador sempre tiveram: Rui Vitória experimentou, ousou, e, finalmente, parece ter encontrado o seu melhor modelo, num 'onze' em que soube tapar ausências e descobrir talentos.

Apostas em jovens como Nelson Semedo (com a saída de Maxi Pereira) ou Gonçalo Guedes (Salvio lesionado) tiveram a mão do técnico, mas, sobretudo, a do médio Renato Sanches, um jogador de 18 anos que se tornou o pulmão da equipa.

É ele quem marca o ritmo do futebol dos 'encarnados', sem medo do confronto, de energia inesgotável, e capacidade de acelerar e embalar o bloco ofensivo da equipa, o mais goleador da I Liga, com 59 golos (o Sporting tem 43 e o FC Porto 41).

É verdade que nesta caminhada de 2015/16 nem tudo foram 'rosas' e a época não abriu bem para os lados da Luz, primeiro com a dificuldade, na transição, em encontrar o melhor 'onze', e depois com três derrotas na Liga.

A mais surpreendente com o Arouca, à segunda jornada em Aveiro (1-0), depois com o FC Porto (1-0, à quinta, no Dragão) e a mais difícil em casa com o Sporting (3-0), à oitava, não só pela rivalidade, mas pelo ambiente gerado.

Depois disso o Benfica até voltaria a perder com o Sporting (2-1 após prolongamento, na Taça de Portugal, em Alvalade), mas as derrotas na I Liga tiveram um fim a 25 de outubro e desde então são 14 jogos sem perder (13 vitórias e um empate).

Com problemas físicos no plantel -- Nelson Semedo, Luisão, Fejsa, Gaitán ou Lisandro López-, e alguns de longa duração, como o argentino Salvio, o Benfica soube equilibrar-se, com um bloco sólido (está entre as melhores defesas, 14 golos) e um ataque temível (59 golos).

Desde o desaire com o Sporting, a equipa não voltou a perder na I Liga, num ciclo com um empate fora com o União da Madeira (0-0) e que trouxe vitórias em campos tão difíceis como Braga (2-0), Setúbal (4-2), Guimarães (1-0), Estoril (2-1) ou Restelo (5-0).

Aos bons resultados, o Benfica junta uma invulgar capacidade para marcar -- não marcava tanto à 21.ª jornada desde 1975/76 -, num plantel em que Jonas (23 golos) e Mitroglou (11) parecem ter o casamento perfeito.

O mexicano Raul Jiménez é outra das opções para o ataque, numa linha ofensiva com o inevitável Gaitán (quando lesionado foi bem compensado pelo marroquino Carcela) e o 'renascido' Pizzi, um dos 'heróis' da equipa, a marcar e a assistir.

No meio, Rui Vitória oscila entre Fejsa ou Samaris, mas à frente o risco passou a ter o nome de Renato Sanches, com o 'miúdo' que começou nos 'B' a meter-se entre os 'grandes' para agarrar a posição '8' na equipa, à 11.ª jornada.

As 'águias' chegam ao clássico livres de 'fantasmas', com tudo a ganhar, num campeonato em que têm a impressionante média de quase três golos por jogo e mostram, a cada duelo, que são candidatas ao título.

Lusa

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