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Mundial de Surf em Peniche com lucros de 10,6 milhões de euros

A etapa de Peniche do mundial de surf, que em outubro deu a vitória ao brasileiro Filipe Toledo, gerou lucros na economia estimados em 10,6 milhões de euros, segundo um estudo hoje apresentado naquela cidade.

Vasco Ribeiro, Peniche, 25 de outubro de 2015

Vasco Ribeiro, Peniche, 25 de outubro de 2015

Lusa

O impacto económico da prova foi avançado por João Paulo Jorge, que liderou a equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Leiria responsável pelo estudo económico.

O valor foi calculado nos gastos médios diários dos 100 mil visitantes que, segundo o estudo, estiveram em Peniche a assistir à competição nos 10 dias em que decorreu.

Os investigadores estimaram em 77,42 euros as despesas médias diárias (38,48 euros no caso dos portugueses e 148,70 euros no caso dos internacionais), que resultaram num gasto total de 7,7 milhões de euros (5,2 milhões por visitantes internacionais e 2,5 milhões por portugueses).

A essa despesa deixada na economia da região Oeste pelos visitantes acrescem 1,6 milhões de despesas efetuadas no país por pessoas ligadas ao evento, como organização e comunicação social.

Dos 10,6 milhões de euros, estima-se que 1,3 milhões de euros sejam ainda lucros indiretos na economia.

O evento gerou ainda uma receita fiscal de 1,2 milhões de euros.

Dos cerca de mil inquiridos neste estudo, 66,4% dos portugueses e 40,3% de estrangeiros já assistiram a edições anteriores do evento, o que revela que "há uma fidelização na prova".

A secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, disse, na apresentação do estudo, que o mundial de surf "é um projeto paradigmático porque acrescenta valor ao turismo, ao valorizar a costa e o mar, ativos regionais".

Graças à prova, a única etapa na Europa, e ao fim de seis edições, "os europeus quando pensam fazer surf pensam em Portugal".

A etapa de 2016 do mundial de surf em Peniche está prevista para 19 a 29 de outubro.

Lusa

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