sicnot

Perfil

Desporto

Lopetegui diz que não reconhece postura de Pinto da Costa

O espanhol Julen Lopetegui, ex-treinador do FC Porto, admitiu, em declarações ao jornal espanhol AS, que não reconhece a postura de Pinto da Costa, que acredita ser uma estratégia do presidente dos 'dragões'.

© Reuters Staff / Reuters

O técnico garantiu que sempre teve uma boa relação com o presidente do clube e que, inclusive, a despedida foi feita com "lágrimas e abraços sinceros".

"Eu conheci uma pessoa que, neste momento, não reconheço. Pinto da Costa despediu-se de mim entre lágrimas e abraços muito sinceros. Tenho muito carinho pelo clube e pelo presidente, embora não acreditem. Não há nada de mal a dizer acerca dele", disse Lopetegui.

O treinador basco disse que, no entanto, não entende algumas declarações do dirigente nos últimos tempos, negando que tenha sido ele, como admitiu Pinto da Costa, a deixar de atender os telefonemas do presidente portista.

"Eu falava com ele todos os dias e tinha uma relação magnífica. Íamos jantar com as mulheres, constantemente. Sinceramente, creio que obedece a uma estratégia e tem pouco a ver com a realidade. As três últimas chamadas foram minhas, para pedir que me deixasse despedir dos jogadores, e nem sequer me atendeu o telefone. Creio que tinha ganho esse direito", garantiu.

Em relação a essas e outras declarações do dirigente, Lopetegui tem uma teoria, dizendo que foi estratégia.

"A Pinto da Costa apenas tenho a dizer que siga o caminho dele e me deixe fazer o meu, porque eu já vim embora há algum tempo. Não sei muito bem a que se devem todos estes comentários. Estou muito agradecido ao clube, aos seus adeptos e à cidade pela experiência que vivi ali. Fizemos o trabalho da melhor maneira possível. Chegámos com a equipa a 13 pontos do líder, saímos em plena discussão do título e agora estão à distância que havia à nossa chegada. Esses são os factos", disse ainda.

Relativamente a Pinto da Costa se ter mostrado arrependido de lhe ter entregue os comandos da equipa principal, Julen Lopetegui não se mostrou satisfeito.

"Não creio que esteja a ser correto, sinceramente. A atual situação da equipa não tem que ver com a que deixámos, empatados no topo e na luta com o Benfica. Na altura estávamos a disputar quatro competições e agora a equipa está a 12 pontos do primeiro lugar na I Liga", voltou a lembrar.

Julen Lopetegui lembrou ainda a contestação de que foi alvo por parte dos adeptos, numa altura em que ainda estavam na luta por todos os objetivos.

"É verdade que o ambiente era difícil. A contestação de alguns adeptos foi exagerada depois de perdermos o único jogo da temporada. Estivemos dentro do estádio quatro a cinco horas antes de podermos sair", recordou ainda o treinador.

O técnico reforçou finalmente que, em termos desportivos, "foi feito um bom trabalho" e reconheceu que "talvez não tenha sabido ganhar o carinho e o respeito das pessoas".

"Também terei a minha parte de responsabilidade por não ter caído melhor em graça ou por não ter sorrido mais. Mas, mantenho que, desportivamente, fizemos um bom trabalho", concluiu.

Lusa

  • Vala comum com 6 mil corpos em Mossul
    1:43
  • À redescoberta da Madeira, 16 anos depois
    1:59
  • A menina que os pais queriam chamar "Allah"

    Mundo

    ZalyKha Graceful Lorraina Allah tem 22 meses, anda não sabe ler nem escrever mas já está no centro de um processo judicial contra o Estado da Georgia, nos EUA. Os pais, Elizabeth Handy e Bilal Walk, apoiados por uma ONG, exigem na justiça que o nome seja reconhecido na certidão de nascimento para que a criança possa ser inscrita na escola, na segurança social ou nos registos e notoriado. O casal já tem um filho de 3 anos que se chama Masterful Mosirah Aly Allah.

  • Acidentes em falésias matam 94 pescadores lúdicos

    País

    Mais de 90 pescadores lúdicos morreram nos últimos 19 anos e 137 ficaram feridos em 252 acidentes registados em zona rochosa ou em falésia, a maioria na zona de Lagos, Faro, segundo dados da Autoridade Marítima Nacional.

  • Partidos querem eleições a 1 de outubro
    1:35

    País

    A data para as próximas eleições autárquicas já gerou consenso. 1 de outubro é a data pedida pelos vários partidos ouvidos esta segunda-feira por António Costa. Na próxima quinta-feira, no Conselho de Ministros, o dia de ir às urnas vai ser escolhido.