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Novak Djokovic eliminado de Wimbledon depois de perder com Sam Querrey

Novak Djokovic, bicampeão em título e dono dos últimos quatro Grand Slam, chocou este sábado o mundo do ténis ao perder na terceira ronda de Wimbledon com o norte-americano Sam Querrey, em quatro sets.

© Stefan Wermuth / Reuters

O número um mundial, que completou o 'Grand Slam' de carreira há menos de um mês ao conquistar Roland Garros, procurava escrever uma nova linha na história do ténis, ao tornar-se no primeiro tenista desde Rod Laver em 1969 a vencer os quatro 'majors' no mesmo ano, mas esbarrou na solidez do 41.º tenista mundial.

"O Sam jogou um grande encontro. O seu jogo foi brutal e eu fui superado", começou por dizer Djokovic, antes de apontar outra justificação para a derrota mais precoce num 'Slam' desde a edição de 2009 de Roland Garros: "Não estou 100 por cento saudável. Mas este não é o momento para falar disso".

O feito de Querrey, que venceu com os parciais de 7-6 (8-6), 6-1, 3-6, 7-6 (7-5), é ainda mais impressionante olhando para os números: o norte-americano interrompeu uma série de 30 vitórias consecutivas do sérvio em torneios do 'Grand Slam' -- não perdia desde a final de Roland Garros em 2015 - e outra de 28 presenças seguidas nos quartos de final de um 'major'.

"Ganhei quatro 'Grand Slam' consecutivos, embora tenha sido em duas épocas diferentes. Quero concentrar-me nisso e não no fracasso", defendeu o número um mundial, que procurava o seu 13.º cetro num 'grande' na relva londrina.

A queda de Djokovic, na terceira ronda, deixa o caminho aberto para Andy Murray no All England Club. O homem da casa continua a desfazer-se sem percalços dos seus adversários, tendo despachado o australiano John Millman, por 6-3, 7-5 e 6-2, no encontro da terceira ronda.

Primeiro britânico a ganhar o 'Slam' londrino em 77 anos, o campeão de 2013 e número dois mundial ainda não perdeu qualquer 'set' no torneio, soma oito vitórias consecutivas em relva - triunfou pela quinta vez em Queen's na semana passada -- e está a apenas uma das 50 em Wimbledon.

"Para conquistar o meu segundo título, primeiro tenho de chegar à final. Tudo depende de mim e ainda há muitos jogadores complicados no quadro", respondeu, quando questionado sobre a eliminação de Djokovic.

Murray foi mesmo o único antigo campeão a escapar a salvo da jornada de sábado, já que a checa Petra Kvitova, campeã em 2011 e 2014, caiu no último encontro da segunda ronda a ficar completo, diante da menos cotada russa Ekaterina Makarova (35.ª).

Depois da derrota por 7-5 e 7-6 (7-5), a número dez mundial 'culpou' as sucessivas interrupções causadas pela chuva pelo desaire.

"É muito estranho, tenho de admitir. Senti-me presa na segunda ronda. Esperava todo o dia para ver se remarcavam o encontro e não tinha a oportunidade de acabá-lo ou pisar o 'court'", lamentou Kvitova, que esteve no 'limbo' durante seis dias, jogando efetivamente apenas duas horas e 46 minutos.

A checa apontou o dedo à organização, dando o exemplo de Venus Williams e Carla Suarez Navarro, que na sexta-feira asseguraram a presença na quarta ronda.

"É inusual veres alguém completar a terceira ronda enquanto ainda estás à espera de acabar a segunda", acrescentou.

Lusa

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