sicnot

Perfil

Desporto

Dulce Félix estava certa que podia dedicar medalha ao pai

A portuguesa Dulce Félix, vice-campeã europeia dos 10.000 metros, afirmou hoje que estava cerca de que poderia dedicar uma medalha nos Europeus ao seu pai, falecido em 2013.

(Reuters)

(Reuters)

© Tobias Schwarz / Reuters

"Foi uma grande emoção, já merecia este resultado. Treinei, consegui e estou superfeliz. Acreditei sempre, hoje tentei concentrar-me, a ver vídeos de quando fui campeã da Europa, em 2012, e sai do quarto a pensar que tinha de conquistar uma medalha para dedicar ao meu pai, que é quem me faz falta", afirmou a atleta do Benfica à assessoria de imprensa da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).

Dulce Félix concluiu a primeira final dos Europeus em 31.19,03 minutos, melhorando o seu recorde pessoal na distância, a 6,17 segundos da turca de origem queniana Yasemin Can, que se sagrou campeã da Europa.

Após a cerimónia do pódio, Dulce Félix, que já tinha o título europeu na dupla légua em 2012, agradeceu o apoio recebido e alargou a dedicatória: "Obrigada por estarem atentos à minha carreira, também fazem parte desta medalha, gostava de dedicar esta medalha a todos os portugueses."

Sameiro Araújo, treinadora da benfiquista, também em declarações à FPA, partilhou a convicção de Dulce Félix após a partida para a prova.

"Depois de ver o início da corrida, sabia que dificilmente não conseguiria uma medalha. Por norma, estas provas são em ritmo demasiado lento e a Dulce, a treinar para a maratona, não estava suficientemente rápida para disputar o 'sprint' final. Felizmente, foi uma corrida rápida e a Dulce sai com a medalha de prata e um recorde pessoal, que ela já valia há bastante tempo", rematou a também vereadora do Desporto da Câmara Municipal de Braga.

Na mesma prova, Sara Moreira, que tinha o melhor registo de 2016, esteve na luta pelas medalhas quase até ao fim, mas acabou por desistir e Salomé Rocha, que descolou cedo, concluiu em 12.ª, em 32.57,44.

Lusa

  • Como se sobrevive à dor em Nodeirinho e Pobrais
    2:43
  • Raphäel Guerreiro vai continuar a acompanhar a seleção
    1:08
  • 74 mil alunos do secundário têm a vida "suspensa" 
    2:22

    País

    Enquanto o Ministério Público investiga a fuga de informação no exame nacional de Português do 12.º ano, 74 mil estudantes ficam com a vida suspensa. Se a fuga se confirmar, o exame corre o risco de ser anulado e as candidaturas ao ensino superior atrasam. O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), responsável pelos exames, prometeu esclarecimentos para os próximos dias.