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Guardiola desvaloriza "duelo" com Mourinho

O treinador espanhol Pep Guardiola rejeitou hoje, à semelhança do que fez o português José Mourinho, que a próxima época na liga inglesa de futebol seja um confronto entre ambos.

© Reuters Staff / Reuters

"José [Mourinho] disse muito bem na conferência de imprensa: isto não é sobre mim ou sobre ele. Estamos focados nos nossos trabalhos. Conhecemo-nos muito bem e só posso dizer que, como treinador, ajudou-me a melhorar muito, como o fizeram Klopp ou Tuchel quando estava na Alemanha", afirmou.

Na primeira conferência de imprensa em Manchester como treinador do City, Guardiola, que teve um 'duelo' intenso com Mourinho na liga espanhola, com o primeiro à frente do FC Barcelona e o português no Real Madrid, quis deixar claro que não será um campeonato entre os dois.

Desta vez Guardiola estará no Manchester City e Mourinho no rival Manchester United, mas o espanhol lembra os grandes nomes de treinadores que a liga inglesa oferece.

"Será muito interessante ver como será esta 'Premier'. [Antonio] Conte é uma grande contratação do Chelsea e é um mestre da tática. Também [Jurgen] Klopp [Liverpool], que conheci na Alemanha. [Ronald] Koeman [no Everton] é um grande amigo, e [Claudio] Ranieri [Leicester]. Será uma grande 'Premier'", disse o novo treinador do Manchester City.

Guardiola, de 45 anos, falou também do prazer que sempre tinha quando ia a Inglaterra, fosse como treinador ou jogador, algo que o deixava sempre "impressionado".

Assim, treinar no campeonato inglês é mais um desafio, depois de o ter feito no FC Barcelona e Bayern Munique, provando desde logo que também é capaz de o fazer em campos com maiores dificuldades.

"As pessoas dizem que o Pep só joga em campos bons, sem vento, neve ou chuva. Estou aqui para isso, para testar-me a mim mesmo, para provar que sou capaz de aplicar o meu futebol", justificou o treinador.

Na sua carreira, na qual já ganhou tudo, nomeadamente no FC Barcelona, Guardiola considera ter tido testes duros, com equipas em que é obrigatório vencer sempre, mas sabe que em Inglaterra a realidade pode ser diferente.

"Aqui sei que é complicado, é uma competição em que ganhar cinco ou seis jogos consecutivos é quase impossível", mas acrescentou que pretende ter esse desafio, o de ser constante no jogo que apresenta, com uma pressão que diz ser positiva.

Lusa

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