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Portugal tem "boas hipóteses" de vencer a Taça das Confederações, diz Scolari

O avançado português já marcou a 32 seleções diferentes por Portugal.

© Rafael Marchante / Reuters

A seleção portuguesa de futebol disputa este ano a Taça das Confederações pela primeira vez, graças à vitória no Euro 2016, e Luiz Felipe Scolari vislumbra em Portugal as condições necessárias para ambicionar novo título internacional.

Em entrevista à Lusa, no encerramento de um estágio de cerca de duas semanas em solo nacional, o treinador dos chineses do Guangzhou Evergrande salienta que o triunfo no último Campeonato da Europa quebrou uma "maldição" que parecia inibir a "equipa das quinas" nas grandes competições.

"Portugal tem muito boas hipóteses (na Taça das Confederações). Portugal agora já está arrumado e aquela insegurança e aquele receio foram superados com a vitória no Europeu. Tenho a certeza de que o Fernando Santos vai formar uma seleção de boa qualidade", garante o antigo selecionador de Portugal, atualmente com 68 anos.

Fernando Santos viveu a alegria que Luiz Felipe Scolari esteve muito perto de saborear em 2004, quando este liderava a seleção derrotada pela Grécia na final desse Europeu. "Foi um feito muito grande do Fernando", reconhece o técnico brasileiro que, apesar dos elogios à seleção, admite também ter ficado "surpreso" com o triunfo de Portugal.

"Fiquei surpreso, claro, porque havia outras equipas com outro "know-how", outra fama, jogadores em melhores condições ou um futebol mais desenvolvido. Mas quem ganhou foi Portugal. E Portugal mostrou ser uma equipa organizada do princípio ao fim, mostrou ser a melhor", assumiu.

Entretanto, já se passaram mais de doze anos desde que Portugal perdeu em casa esse Europeu, mas Scolari mantém que não faria "nada diferente" e que a geração de 2004 "era excelente". "Considero aqueles jogadores fantásticos, mas temos de entrar em campo e fazer por merecer. Nós não fizemos e, então, não adianta reclamar", observa.

Em comum entre Fernando Santos e Luiz Felipe Scolari existe uma forte devoção religiosa. Se o atual selecionador nacional já assumiu por inúmeras vezes a sua fé católica, também ficou célebre a ligação do treinador brasileiro a Nossa Senhora do Caravaggio. Para Scolari, o futebol também pode ser uma questão de fé e esta ser um consolo para a solidão do treinador.

"O treinador é uma pessoa muito sozinha. Não tem muitos amigos. Embora se tente formar uma grande amizade num grupo de futebol, não somos todos bons amigos. E um técnico está sempre muito só. É importante para o técnico, que se sente mais amparado, mais tranquilo e mais confortado. E, aí, pode ser um pouco mais livre", confidencia.

Lusa

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