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Rayo cancela empréstimo de jogador "neonazi" a pedido dos adeptos

Fabrizio Giovannozzi

O futebolista ucraniano Roman Zozulya foi "devolvido" ao Bétis e não poderá jogar durante os próximos seis meses depois de ter sido ligado a grupos de extrema-direita. O Rayo Vallecano tinha contratado há pouco tempo o jogador, que foi apelidado de "neonazi" pelos adeptos durante um treino do clube. No fim, a história não passou de um mal-entendido.

Afinal o jogador de 27 anos não tem quaisquer ligações conhecidas à extrema-direita, apesar dos adeptos de Rayo acreditarem que sim.

O caso remonta a 2016, quando o futebolista foi contratado pelo Sevilha. Na chegada ao aeroporto, o ucraniano levava vestida uma camisola com uma referência ao seu país, com um símbolo que foi confundido pela imprensa com o do grupo paramilitar de extrema-direita Pravy Sektor.

Os adeptos de Rayo não esqueceram a história, e durante um dos treinos do clube apareceram com faixas em contestação. "Vallecas não é lugar para nazis", podia ler-se. De acordo com a imprensa espanhola, a polícia foi chamada a intervir.

O diretor do Betis disse num comunicado publicado no site do clube que "o jogador está muito afetado, ele não esperava que isto acontecesse".

Numa carta que escreveu, Zozulya diz não ter quaisquer ligações com grupos nazis de extrema-direita. "Infelizmente a minha chegada a Espanha foi acompanhada por um mal-entendido que um jornalista - que não sabe nada sobre o meu país - decidiu espalhar", comentou.

A plataforma ADRV que pertence aos adeptos de Rayo emitiu um comunicado em que considera a compra do ucraniano "ridícula". "(Ele) manifestou por várias vezes o seu apoio à extrema-direita, para qual é um símbolo".

O jogador está impedido de jogar durante os próximos seis meses por ter sido emprestado ao Rayo.

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