sicnot

Perfil

Desporto

Futebol dá mais agilidade a pessoas com paralisia cerebral

© Reuters Staff / Reuters

A prática de futebol por pessoas com paralisia futebol faz desenvolver uma maior agilidade nos movimentos e uma mais rápida ativação dos músculos, quando comparados com indivíduos sedentários com a mesma condição, concluiu uma investigadora da Universidade do Porto.

De acordo com a investigadora da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) Cláudia Cardoso, estas diferenças notam-se, principalmente, nos quadríceps (músculos na parte da frente das coxas) e nos músculos distais (rácio tibial anterior - músculo da perna que se estende na parte lateral da tíbia).

"A lesão do sistema nervoso central, como o caso da paralisia cerebral, provoca um atraso na capacidade de preparação para o movimento (denominado feddforward)", explicou, acrescentando que esse foi o ponto de partida para o estudo.

Os dados para a investigação, na qual participaram indivíduos com diagnóstico de paralisia cerebral com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, foram recolhidos no Laboratório de Biomecânica da Universidade do Porto (LABIOMEP), localizado na FADEUP.

Os participantes foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro constituído por praticantes de futebol - equipa de futebol na instituição Futebol Clube do Porto - e o segundo por elementos que não realizavam qualquer atividade desportiva regular - utentes da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC).

Foi efetuada uma recolha inicial, no princípio da época, e outra passados quatro meses. Durante esse período os atletas realizaram treinos três vezes por semana, com a duração de uma hora e trinta minutos, sempre com o mesmo treinador.

Para obtenção dos resultados foi avaliada a atividade muscular dos participantes, através de eletromiografia, tecnologia que permite uma leitura do padrão de ativação dos músculos selecionados para o estudo.

Este projeto surgiu a partir do gosto pessoal da investigadora por desporto, mais propriamente por futebol, e pela necessidade de ver divulgada a prática desportiva em indivíduos portadores de deficiência e o benefício da mesma na população em questão.

O estudo em causa foi orientado pelo professor da FADEUP, Leandro José Rodrigues Machado, e pela fisioterapeuta do Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências e Tecnologias da Saúde (CESPU), Raquel da Glória Teixeira de Carvalho.

Lusa

  • "O que é isto, mamã?"
    36:23
  • O ensino à distância em Portugal
    4:12

    País

    Em Portugal, o ensino básico e secundário à distância já conta com 300 alunos e com a preciosa ajuda das novas tecnologias. É através do computador que a escola viaja e acompanha os alunos, alguns com doenças que não os permitem ir às aulas, outros que são atletas de alta competição e que têm a maior parte do tempo ocupado por treinos ou ainda os que fazem parte de famílias itenerantes, como é o caso dos que vivem no circo e andam de terra em terra.

  • Aprender a jogar badminton ao ritmo do samba
    2:54

    Mundo

    No Brasil, a correspondente da SIC foi conhecer um projeto social no Rio de Janeiro que mistura samba e desporto. Um desporto que ainda é pouco praticado mas que tem sido fundamental para transformar a vida de jovens das favelas e para descobrir novos talentos do badminton brasileiro.

    Correspondente SIC