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Ramo automóvel alerta para importação de autocarros usados "altamente poluentes"

A Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) alertou o Governo para a existência de autocarros importados alegadamente sem obedecerem às normas de segurança ambiental impostas aos veículos novos, revelando-se "altamente poluentes" e um fator de "concorrência desleal".

Reuters

O alerta, a que a agência Lusa teve hoje acesso, foi remetido ao secretário de Estado dos Transportes por António Teixeira Lopes, presidente da ARAN, entidade que representa cerca de 2.000 empresas do setor automóvel.

"Segundo dados dos Serviços dos Impostos Especiais de Consumo e do Imposto sobre Veículos, nos últimos três anos foram importados 984 autocarros usados, (...) a grande maioria bastante antigos e altamente poluentes", realça o presidente da ARAN no documento enviado ao governante.

Numa referência às normas que definem os limites permitidos para a emissão de gases de escape, Teixeira Lopes acrescenta que entre esses veículos se incluem agora "757 que não obedecem à norma EURO 4, que entrou em vigor em janeiro de 2005, há mais de 10 anos".

"Foram mesmo importados 27 autocarros que nem à norma EURO 1 obedecem", realça o presidente da ARAN, em referência a legislação ainda mais antiga, publicada em julho de 1992.

Teixeira Lopes explicou à Lusa que algumas das normas EURO "serviram de base para a Câmara de Lisboa proibir a entrada de carros com matrícula anterior a 2000 no centro da cidade".

Na carta enviada ao Governo, defende, por isso, que, num momento em que se implementam medidas ecológicas no sentido de um maior controlo ambiental da circulação automóvel, a importação de veículos nesses formatos "é inconcebível".

"Desconhece-se quem são os adquirentes dos autocarros e que tipo de serviço efetuam", alerta ainda o presidente da ARAN, concluindo que "a importação referenciada constitui uma concorrência perfeitamente desleal para com os construtores de carroçarias nacionais que, face à situação económica nacional, já encerraram ou se encontram em risco de encerrar [a sua atividade]".


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