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Arménio Carlos acusa Passos de ter a "mentira como dama de companhia"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse à Lusa que o primeiro-ministro tem a "mentira como dama de companhia" referindo-se às dúvidas sobre a situação fiscal do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

João Relvas

"Esta questão da Segurança Social que envolve o primeiro-ministro, não é um processo isolado, é um processo que está inserido em outra linha de funcionamento pessoal e também político que ele tem tido ao longo dos anos porque este primeiro-ministro faz da mentira a sua dama de companhia", disse à Lusa Arménio Carlos durante a manifestação da CGTP em Lisboa. 

Para o dirigente da central sindical, que pede a demissão do governo, Pedro Passos Coelho comportou-se da mesma forma quando anunciou as promessas eleitorais "que deitou para um saco sem fundo". 

"Primeiro afirmou que foi com o desconhecimento dos rendimentos para não pagar impostos e agora a ideia de que não conhecia aquilo que todos os portugueses conheciam: que aquilo que qualquer trabalhador por conta de outrem independente e assim como as entidades patronais têm de descontar para a Segurança Social e estamos perante alguém que continua a persistir numa mentira", disse Arménio Carlos que acusa o primeiro-ministro de fugir à realidade provocada pelo próprio Executivo. 

"Não estamos só a falar de alguém que neste caso concreto não assume para si os sacrifícios que quer impor aos outros", afirmou, acrescentando que o Presidente da República é o principal "apoiante" do Governo.

"O que é mais grave é que confirmamos que o Presidente da República é o estratega do desenvolvimento da política do Governo e continua a levar ao colo este Governo, independentemente dos escândalos em que caiu", concluiu.

Os trabalhadores dos distritos de Lisboa e de Setúbal manifestam-se hoje em Lisboa, no âmbito de uma jornada de luta da CGTP-IN, em defesa de melhores salários e emprego e contra a desregulação dos horários de trabalho. 

A Jornada Nacional de Luta da Intersindical decorre de forma descentralizada, com manifestações e concentrações em todos os distritos do país sob o lema: Romper com a política de direita! Construir uma alternativa de Esquerda e Soberana! 

 A central sindical convocou o dia de protesto com o objetivo de "prosseguir e intensificar a luta reivindicativa pelo aumento dos salários, pelo emprego e combate à precariedade, pelas 35 horas de trabalho e contra a desregulamentação dos horários".

Lusa
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