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Belmiro de Azevedo vai dedicar-se ao setor primário e à educação

Belmiro de Azevedo, que vai deixar o conselho de administração do grupo Sonae no final de abril, anunciou hoje que pretende continuar a dedicar-se, no futuro, ao setor primário, e também a um novo 'think tank' para a educação.

(Lusa/ Arquivo)

(Lusa/ Arquivo)

Na cerimónia para assinalar os 50 anos de Belmiro de Azevedo no grupo Sonae, hoje celebrada, o ainda presidente do conselho de administração afirmou que pretende continuar a dedicar-se "ao setor primário em Portugal, incluindo a primeira e segunda transformação de produtos naturais", que considera "absolutamente crítico para o sucesso" do país.

"Estamos a criar um 'think tank' de Educação em Portugal, encabeçado pela fundação [Sonae], ao qual dedicarei parte substancial do meu tempo no futuro", disse também o mesmo responsável, durante o discurso que fez.

Belmiro de Azevedo pretende também "continuar a zelar" pelos valores do grupo, tanto como acionista, como no âmbito de um futuro 'Global Advisory Board', "que a Sonae está a equacionar criar e que deverá apoiar as principais decisões estratégicas do grupo em busca de novos negócios e novas tecnologias, com particular ênfase em outras geografias".

A saída do fundador da Sonae da administração do grupo foi confirmada na segunda-feira por um comunicado da Sonae aos mercados, no qual a empresa informou que o empresário não se vai candidatar ao conselho de administração da Efanor, a eleger em 30 de abril. A Efanor, 'holding' pessoal de Belmiro de Azevedo, detém a maioria do capital da Sonae, Sonae Capital e Sonae Indústria.

"Agora, 50 anos depois, as sementes estão lançadas -- as sementes dos negócios, da cultura, da identidade e dos valores", referiu Belmiro de Azevedo hoje no seu discurso. "Foi neste contexto que tomei a decisão de não me candidatar a integrar nenhum conselho de administração das sociedades cotadas que são participadas pela Efanor", sublinhou.  

Durante o discurso, Belmiro lembrou também que o primeiro dia de trabalho na Sonae aconteceu a 2 de janeiro de 1965 -- há "50 anos e dois meses". Passado algum tempo, "com pouco mais de 25 anos e já diretor geral", "a primeira tarefa" na empresa foi "destruir para voltar a construir", nomeadamente atirando "para a sucata metade do equipamento" existente e começando a preparar-se "para fazer o mesmo à filosofia de gestão".

O presidente da administração da Sonae recorda outros passos da sua história no grupo, incluindo quando convenceu Pinto Magalhães a colocar uma "gestão completamente profissional" na empresa, em 1973, ou quando realizaram, em 1978, "a única greve" de que tem conhecimento "a favor do patrão", contra uma tentativa de nacionalização.

Em 1984, constituiu-se a Modelo Continente, com "a revolução do consumo" e cerca de 10 anos depois o grupo entrou em bolsa, expandindo-se para a área das telecomunicações e apostando na internacionalização e diversificação dos negócios, recordou ainda o mesmo responsável.

O líder da Sonae acrescentou que o grupo sempre apostou na "tecnologia e na excelência", com o 'Plano Programa e Orçamento" lançado entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, e destaca "os inúmeros 'spin-offs' que cresceram e se tornaram histórias de sucesso fora da Sonae".

No entanto, admitiu também "insucessos", como "a distribuição do Brasil, o processo Portucel" e "a OPA sobre a PT", alguns exemplos "que deixaram cicatrizes" mas ensinaram "alguma coisa".

"Os fracassos também devem ser contados e celebrados, porque aprendemos com eles e por isso as derrotas nunca são derrotas totais, porque nos impedem de cometer os mesmos erros", sublinhou. 


Lusa
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