sicnot

Perfil

Economia

Cavaco diz que taxa de crescimento para 2015 pode chegar aos 2%

O Presidente da República afirmou hoje que a taxa de crescimento da economia portuguesa em 2015 poderá ser de 2% devido à quebra do preço do petróleo e à depreciação do euro.

Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, discursa durante a cerimónia de inauguração do radar meteorológico de Arouca, na Serra da Freita.

Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, discursa durante a cerimónia de inauguração do radar meteorológico de Arouca, na Serra da Freita.

Estela Silva (Lusa)

"Em 2014, o crescimento económico foi de 0,9 %, sendo que a previsão para 2015 é de 1,5 %. Contudo, a recente quebra do preço do petróleo e a depreciação do euro poderão conduzir a uma revisão em alta da taxa de crescimento para 2015, para valores em torno de 2%", disse Aníbal Cavaco Silva, em Paris, perante o conselho da OCDE. 


O Presidente da República foi hoje o primeiro chefe de Estado português a realizar uma visita oficial à sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), organismo do qual Portugal faz parte, em Paris.  


Num discurso otimista sobre a situação da economia nacional, Cavaco Silva disse ainda que para 2015 a previsão do Governo português é que o país tenha um défice orçamental abaixo dos 3% e, se tal ocorrer, "o país sairá do procedimento de défice excessivo. (...) Um ajustamento orçamental desta magnitude representa um esforço de grandes proporções".


O Presidente da República referiu que com a conclusão do programa de ajustamento os juros da dívida pública nacional têm vindo a reduzir-se para "mínimos históricos".


"Apesar de a dívida pública ainda atingir cerca de cerca de 129% do Produto Interno Bruto (PIB), prevê-se que a redução do rácio da dívida tenha início já em 2015", sustentou o Presidente da República perante o órgão mais importante da OCDE.


Elogiando os relatórios elaborados pela OCDE como tendo um papel muito relevante ao permitirem "uma avaliação independente das políticas públicas e reformas estruturais", Cavaco Silva não se referiu ao relatório de 09 de março segundo o qual a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico continuava a apontar para uma desaceleração da melhoria da atividade económica em Portugal.


Segundo os indicadores compósitos da OCDE, Portugal voltou a recuar duas centésimas em janeiro, face a dezembro, para 101,27 pontos, acima do nível 100 que marca a média de longo prazo e acima da média dos países da zona euro, que progrediu 11 centésimas para 100,7 pontos.


Contudo, o Presidente da República lembrou aos elementos do conselho da OCDE que os últimos quatro anos foram "particularmente difíceis" para o país sujeito a um programa de assistência económica e financeira, mas sublinhou a recuperação da credibilidade e do acesso aos mercados.


"A economia portuguesa apresenta-se mais competitiva, sustentável e integrada na economia global", afirmou.


O Presidente da República, que realiza uma visita de dois dias a Paris, encontra-se ainda hoje com representantes da comunidade portuguesa.


A OCDE produz estudos e relatórios sobre os mais variados temas desde económicos, como o desemprego, à educação e é composta por 34 países. 


Lusa
  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combnate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.