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Tranquilidade reconhece perdas superiores a 200 milhões com exposição ao GES

A Tranquilidade reconheceu perdas extraordinárias de 206,6 milhões de euros com a sua exposição ao Grupo Espírito Santo (GES) nas contas de 2014, das quais 140,3 milhões de euros são menos valias ligadas à dívida do grupo.

"A Tranquilidade fechou 2014 com um resultado 'pro forma' das suas operações correntes de 18,3 milhões de euros. No entanto, teve de reconhecer perdas extraordinárias de 206,6 milhões" de euros, lê-se numa nota da seguradora. (Arquivo)

"A Tranquilidade fechou 2014 com um resultado 'pro forma' das suas operações correntes de 18,3 milhões de euros. No entanto, teve de reconhecer perdas extraordinárias de 206,6 milhões" de euros, lê-se numa nota da seguradora. (Arquivo)

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"A Tranquilidade fechou 2014 com um resultado 'pro forma' das suas operações correntes de 18,3 milhões de euros. No entanto, teve de reconhecer perdas extraordinárias de 206,6 milhões" de euros, lê-se numa nota enviada à agência Lusa pela seguradora.

Do total das perdas reconhecidas, "140,3 milhões de euros foram referentes a menos valias ligadas à dívida do GES e o restante a perdas em investimentos também relacionados com o GES", especificou a Tranquilidade.

A entidade revelou que concluiu no final de março a etapa de recapitalização, apresentando agora uma margem de solvência superior a 300%, o que lhe "assegura a manutenção da solidez de referência no mercado que sempre teve".

Com a injeção de capital feito na seguradora pelos novos donos, os norte-americanos da Apollo, a Tranquilidade cumpre "todos os demais rácios prudenciais, incluindo os de representação das provisões técnicas", destacou a companhia.

E realçou: "Este aumento traz à companhia maior capacidade de investimento e de desenvolvimento da sua rede de distribuição".

De acordo com a seguradora, que conta com quase 150 anos de existência, a Tranquilidade "entra assim numa nova era de solidez, investimento e crescimento".

Em meados de janeiro último, a Apollo fechou a compra da seguradora que fazia parte do GES ao Novo Banco - o banco de transição que resultou da medida de resolução aplicada pelo Banco de Portugal ao Banco Espírito Santo (BES) no verão passado -, passando a ser o único acionista da Tranquilidade.

O negócio terá sido fixado em torno de 215 milhões de euros, dos quais 50 milhões de euros em dinheiro e mais de 150 milhões de euros foram garantidos para reforçar os capitais da instituição.

Com esta operação, o grupo Apollo passou a controlar todos os ativos da Companhia de Seguros Tranquilidade, incluindo todas as suas participações, nomeadamente, T-Vida, Logo, Tranquilidade Moçambique e Tranquilidade Moçambique Vida.

O grupo Apollo passa também a controlar as participações que a Tranquilidade detém na Corporação Angolana de Seguros, BES Seguros, Europ Assistance Portugal, Esumédica e na Contact.

No caso da participação que a Tranquilidade detém na AdvanceCare, esta foi adquirida diretamente pelo grupo Apollo.

O grupo Apollo é um gestor de fundos de referência mundial, que gere ativos no valor de 127 mil milhões de euros, está cotado na Bolsa de Nova Iorque e conta com 10 escritórios na América do Norte, na Europa e na Ásia.

Fundada em 1871, a seguradora Tranquilidade tem uma rede de distribuição com mais de 1.800 pontos de venda, 80 corretores, 1.400 agentes multimarca e 400 agentes exclusivos.

Lusa
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