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Greve dos trabalhadores da Estradas de Portugal sem efeitos no funcionamento da empresa

O impacto da greve de 24 horas dos trabalhadores da Estradas de Portugal (EP) "é nulo" e, ao início da manhã, estavam todos os serviços a funcionar, nomeadamente o Centro de Controlo de Tráfego, adiantou uma fonte da empresa.

Em comunicado enviado ao início da manhã, a EP informa que o impacto da greve na atividade da empresa é nulo, encontrando-se todos os serviços a funcionar na sua plenitude, nomeadamente o Centro de Controlo de Tráfego.

De acordo com a EP, o Centro de Controlo de Tráfego "continua a prestar todas as informações de trânsito aos seus clientes e as Unidades Móveis, que durante toda a noite patrulharam as estradas, prestaram assistência aos automobilistas".

A greve nos trabalhadores da EP foi convocada pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, para a fazer coincidir com "a luta" dos trabalhadores da Refer, que também paralisam.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, obter informações sobre a adesão à greve junto da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas Sociais.

A greve de hoje abrange trabalhadores de cinco empresas -- CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

Os trabalhadores contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

Uma fonte da CP - Comboios de Portugal disse hoje à Lusa que apenas 29 dos 62 comboios programados circularam entre as 00:00 e as 06:00 de hoje devido à greve convocada por diversas organizações sindicais ligadas ao transporte ferroviário.

"Dos 62 comboios programados em todo o país, 24 são de serviços mínimos e os restantes cinco fizeram-se a mais", disse à Lusa a porta-voz da CP, Ana Portela.

O coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, adiantou à Lusa que a greve está a afetar a circulação de comboios, estimando uma adesão elevada dos trabalhadores.

"Praticamente em todo o país, quer na CP, quer na CP Carga e na Refer, verificou-se que só estão a circular os [comboios] de serviços mínimos. A adesão à greve é elevada", disse.

Na passada quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da Estradas de Portugal e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 01 de maio ou a 01 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República. 

Duas semanas antes, o Governo tinha aprovado os processos de privatização da CP Carga e da EMEF, que deverão estar concluídas até ao final da legislatura, depois de um longo processo negocial com Bruxelas sobre as ajudas do Estado às duas empresas.

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais salientou que o Governo e o Conselho de Administração conjunto EP,SA/REFER,EPE, "continuam sem dar quaisquer reais garantias quanto ao futuro dos trabalhadores da EP, sejam eles os do quadro de pessoal transitório, sejam os do contrato individual de trabalho.



Lusa
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