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Queda do petróleo tira 1,25% ao crescimento da África subsaariana

A queda do preço do petróleo tirou 1,25%, em média, de crescimento económico aos países produtores de petróleo na África subsaariana, disse hoje a diretora do departamento africano do Fundo Monetário Internacional, Antoinette Sayeh.

reuters

De acordo com as declarações que acompanham a divulgação do Regional Economic Outlook referente à África subsaariana, hoje apresentado em Washington pelo FMI, "os oito exportadores de petróleo da África Subsaariana foram profundamente afetados pela descida dos preços, e a expetativa é que o seu crescimento médio em 2015 se situe cerca de 1,25 pontos percentuais abaixo da cifra de 2014 em razão desse choque".

As notícias, ainda assim, são animadoras, diz a responsável do Fundo, sublinhando que "a economia da África subsaariana deve registar mais um ano de desempenho económico sólido, com a expetativa de que o crescimento ascenda a 4,5% em 2015" e "continuará a ser uma das de mais rápido crescimento no mundo --- atrás, apenas, da Ásia emergente e em desenvolvimento".

Apesar do panorama difícil para as contas públicas dos maiores exportadores de petróleo, como a Nigéria ou Angola e Guiné Equatorial, os restantes países "estão a beneficiar da redução dos custos de importação de petróleo, embora alguns estejam também a sentir o impacto da baixa dos preços das matérias-primas não petrolíferas que exportam".

Entre os riscos identificados pelo FMI para estas previsões, que representam uma descida de 0,5 pontos percentuais face aos 5% de crescimento no ano passado, a diretora do departamento africano sublinha as restrições das condições financeiras mundiais e a degradação das condições de segurança nalguns países como alguns dos perigos para estas projeções.

"As atuais circunstâncias salientam também a necessidade urgente de políticas que favoreçam a transformação estrutural para diversificar a base de produção da África subsaariana e promover a maior inserção nas redes de comércio internacional", diz Antoinette Sayeh. 

Segundo a responsável, essa inserção "ajudará a região a criar empregos para uma população jovem em rápida expansão" numa região onde "por volta de 2030, o número de pessoas que chegarão à idade ativa será superior à soma do resto do mundo".

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