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Trabalhadores da TAP marcham pela desconvocação da greve dos pilotos

Dezenas de trabalhadores da TAP apelaram hoje à desconvocação da greve dos pilotos, realizando uma marcha silenciosa em Lisboa, explicou um dos promotores do protesto, Fernando Santos.

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

MIGUEL A. LOPES

No final da marcha, que começou na sede da companhia e terminou com uma concentração junto à zona de chegadas do aeroporto, Fernando Santos explicou que o protesto foi resultado de um "movimento espontâneo que quer dar rosto à preocupação de milhares" de trabalhadores na TAP, que estão preocupados com as consequências de uma greve de 10 dias. 

"Pedimos que sejam bem medidas as consequências desta greve. É preciso avaliar, nas atuais circunstâncias da empresa, e ponderar avançar ou não com a greve, porque está muita coisa em jogo", disse. 

A polícia presente no local do protesto contabilizou entre 200 a 300 manifestantes, dos cerca de 10 mil trabalhadores da TAP.

Fernando Santos afirmou que todos os trabalhadores querem o bem da companhia aérea: "Esta iniciativa não é contra os colegas pilotos ou contra os sindicatos, mas em defesa do futuro da TAP", precisou.

Os trabalhadores da TAP hoje em protesto mostraram-se também preocupados com a saúde financeira da empresa: "A partir do momento em que uma greve deste tipo, de dez dias, é anunciada, tem efeitos dramáticos na empresa, na confiança dos nossos clientes, e é um efeito que perdura, que não se esgota quando termina a greve, e que é muito difícil voltar a ganhar essa confiança", disse.

Fernando Santos lembrou ainda que a TAP não está sozinha no mercado e que cada vez há mais e melhor concorrência, e defendeu que a empresa não pode trair a confiança dos passageiros.

"Avaliem primeiro as consequências da greve e ponderem bem o que pode acontecer", afirmou, defendendo que "tem de ser possível terminar a greve, porque está muita coisa em jogo e a TAP não aguenta tudo".

Fernando Santos explicou ainda que os trabalhadores hoje em protesto não pediram audiências ao sindicato dos pilotos e não têm qualquer interesse em fazê-lo, e salientou que a privatização não está em cima da mesa nesta fase de luta dos trabalhadores. 

"Qualquer caminho que não seja reduzir custos, aumentar receitas e melhorar a concorrência não é um bom caminho para a TAP", concluiu.


Lusa
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