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BNA mantém injeção semanal de divisas na banca angolana em 300 milhões de dólares

O Banco Nacional de Angola (BNA) manteve em 300 milhões de dólares (263 milhões de euros) o volume da venda semanal de divisas à banca comercial angolana, segundo dados da instituição aos quais a Lusa teve hoje acesso. 

De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do BNA, as vendas entre 11 a 15 de maio foram concretizadas a uma taxa média de referência do mercado cambial interbancário de 110,116 kwanzas (88 cêntimos de euro) por cada dólar, renovando máximos de vários meses.

Trata-se de um valor idêntico à semana anterior, de acordo com dados do BNA compilados pela Lusa.

Durante o mês de abril, a injeção de divisas pelo BNA rondou (até) 310 milhões de dólares (270 milhões de euros) semanais, mas persistem as dificuldades de empresas e clientes no acesso a divisas nos bancos comerciais. 

O dólar norte-americano disparou mais de 12%, face ao kwanza angolano, nos últimos sete meses, acompanhando a escassez de divisas devido à quebra nas receitas petrolíferas e com reflexos no custo de vida. 

O governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior, anunciou este mês que o executivo angolano pretende limitar o acesso a divisas, em função da quebra da cotação internacional do barril de crude, que por sua vez fez diminuir a entrada da moeda norte-americana no país.

Entretanto, cada nota de dólar continua a ser transacionada nas ruas de Luanda a mais de 150 kwanzas, sendo este um recurso devido às limitações no acesso a divisas pelo sistema bancário.

Algumas indústrias têm vindo a confirmar a redução da atividade laboral devido à falta de acesso a matéria-prima importada, tendo em conta os atrasos nos pagamentos de faturas internacionais (em divisas).

Em 2014, até ao mês de outubro, a venda de cada dólar cifrou-se sempre em menos de 100 kwanzas.

A situação reflete-se também no dia-a-dia, no aumento dos preços (reconhecido pelas autoridades angolanas), com o argumento da grande dependência angolana das importações.

Transações que são feitas em dólares e que, por isso, estarão agora mais caras, face ao kwanza, afetando nomeadamente produtos alimentares.

Os sindicatos angolanos apelaram nos últimos dias à tomada de medidas, pelo executivo, para colmatar o agravamento do custo de vida no país.

O petróleo representou cerca de 70 por cento das receitas fiscais angolanas em 2014, mas a quebra da cotação internacional do barril de crude deverá fazer descer esse peso, segundo o Governo, para 36,5% em 2015 e já obrigou à revisão do Orçamento Geral do Estado para este ano.

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