sicnot

Perfil

Economia

Arménio Carlos critia Governo de privatizar tudo o que é público

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou na segunda-feira à agência Lusa que o Governo continua a insistir no erro de "entregar tudo aquilo que é público ao privado".

Lusa

"O Governo continua a insistir entregar tudo aquilo que é público ao privado e nós, depois de todas as experiências que tivemos ao longo dos últimos anos, o que constatamos é que isto é um erro", disse Arménio Carlos.

O líder da central sindical falava à Lusa junto de alguns trabalhadores do Metropolitano de Lisboa que iniciaram às 23:20 de segunda-feira uma greve que termina às 06:30 de quarta-feira em protesto contra a subconcessão da empresa, aprovada pelo Governo no final de fevereiro.

Esta paralisação é "contra a entrega da gestão à iniciativa privada de uma empresa pública que tem como objetivo servir o público e a população de Lisboa", referiu Arménio Carlos.

Mas, segundo o secretário-geral da CGTP, a paralisação pretende também reclamar a melhoria da qualidade do serviço, da segurança e a contratação de mais trabalhadores, para que o metropolitano possa continuar a servir as necessidades da população de Lisboa.

Para Arménio Carlos, os trabalhadores do metropolitano estão a dar um "exemplo de grande dignidade", porque com a greve estão a lutar pelos seus direitos, mas também a defender um serviço público.

Além da greve de hoje, está marcada uma outra greve de 24 horas para o dia 26 pelos mesmos motivos.







Lusa
  • Temperaturas sobem no fim de semana, risco de incêndio aumenta
    1:08
  • Reveladas escutas telefónicas entre Sócrates e Ricardo Salgado
    2:39

    Operação Marquês

    Após ser detido em 2014, Ricardo Salgado recebeu uma chamada de José Sócrates a dar o seu apoio. Nas escutas é possível perceber que o antigo primeiro-ministro fala de admiração pelo ex-banqueiro, depois de Sócrates ter garantido, na semana passada na RTP, que a relação com Ricardo Salgado era apenas institucional. Noutra conversa de Sócrates, desta vez com o advogado Daniel Proença de Carvalho, o ex-primeiro-ministro criticou Marcelo Rebelo de Sousa, quando este ainda era comentador e tinha comentado a queda do BES.