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Metro de Lisboa hoje em greve

O Metropolitano de Lisboa encerrou ontem às 23:20 devido à greve de 24 horas que os trabalhadores agendaram para hoje como protesto contra a subconcessão da empresa.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

"Esta greve é a continuação da luta dos trabalhadores do Metro contra a privatização da empresa, contra a reestruturação que está em curso que põe em causa imensos postos de trabalho, em defesa por conseguinte dos postos de trabalho e de um serviço público de qualidade", disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Além desta greve de 24 horas, os trabalhadores agendaram ainda uma outra nos mesmos moldes e também em protesto contra a subconcessão do Metro, para dia 26 de maio, ou seja, daqui a uma semana.

"Obviamente que, se o Governo retirar todas estas coisas e dialogar connosco, estamos ainda a tempo de não fazer a greve de dia 26", acrescentou a sindicalista.

O Metropolitano de Lisboa adiantou que a circulação estará suspensa entre as 23:20 de hoje e as 06:30 de quarta-feira "por motivo de greve de 24 horas convocada por várias organizações sindicais representativas dos trabalhadores".

A transportadora acrescenta que a Carris reforçará algumas das carreiras de autocarros que coincidem com os eixos servidos pelo Metro, entre as 06:30 e as 21:00 de terça-feira.

As linhas com reforço do número de autocarros em circulação são a 726 (Sapadores - Pontinha Centro), a 736 (Cais do Sodré - Odivelas - Bairro Dr. Lima Pimentel), a 744 (Marquês de Pombal - Moscavide -- Quinta das Laranjeiras) e a 746 (Marquês de Pombal - Estação Damaia).

O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão do Metro e da Carris e, em março, foi publicado em Diário da República o anúncio do concurso público internacional. Os candidatos à subconcessão teriam até 14 de maio para apresentar as propostas.

No entanto, os concursos internacionais para a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris foram prolongados para data indeterminada devido ao número de questões colocadas pelos interessados, disse fonte da Transportes de Lisboa.


Lusa
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