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Trabalhadores da TAP avaliam queixa na ACT por terem sido excluídos do plano de ajustamento

A Comissão de Trabalhadores da TAP admite apresentar uma queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) por não ter sido ouvida no âmbito do plano de reajustamento da administração da transportadora, entregue ao Governo na segunda-feira.  

O relatório da equipa de Fernando Pinto centrou-se nas questões técnicas e operacionais: o reforço da frota, o aumento da oferta e potenciais sinergias entre os compradores e a própria TAP.

O relatório da equipa de Fernando Pinto centrou-se nas questões técnicas e operacionais: o reforço da frota, o aumento da oferta e potenciais sinergias entre os compradores e a própria TAP.

© Hugo Correia / Reuters

"Basta estar previsto uma diminuição da operação ou uma não renovação de contratos para termos que ser informados e poder até propor alterações", disse hoje à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores da TAP, Vítor Baeta. 

Em declarações à Lusa, o representante dos trabalhadores adiantou que antes da administração ter entregado a proposta para ultrapassar as dificuldades financeiras, agravadas pela greve dos pilotos, tinha que ter "ouvido os trabalhadores", acusando a transportadora de "falta de transparência". 

O ministro da Economia, Pires de Lima, disse hoje que o plano do Conselho de Administração da TAP para ultrapassar as dificuldades financeiras "muito provavelmente" não contempla despedimentos. 

"Se eu disse que não é o [ponto] principal é porque muito provavelmente não deve estar contemplado", afirmou o governante, na Universidade Europeia de Madrid, comentando o plano entregue na segunda-feira pela administração da TAP ao Governo. 

O plano que a TAP entregou na segunda-feira ao Governo pra aliviar a pressão financeira prevê uma reprogramação da operação, com a supressão de rotas nomeadamente as lançadas há menos de um ano, de acordo com a edição de hoje do jornal Público. 

Em declarações aos jornalistas, em Madrid, Pires de Lima disse desconhecer o documento, ressalvando que "o centro das políticas de sustentabilidade que este Conselho de Administração está a propor, até ao momento em que a empresa seja privatizada de facto, não tem como ponto principal os despedimentos". 

O governante remeteu o pedido de mais esclarecimentos para o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, "que é quem está em mais permanente contacto com a administração da TAP". 







Lusa
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