sicnot

Perfil

Economia

Sindicato admite apresentar queixa-crime contra Inspeção-Geral de Finanças

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos admitiu hoje apresentar uma queixa-crime contra a Inspeção-Geral de Finanças (IGF), que o acusou de prestar declarações erradas sobre processos disciplinares relacionados com a lista VIP de contribuintes. 

JOS\303\211 SENA GOUL\303\203O

"Nós, neste momento, estamos a ponderar apresentar uma queixa-crime contra a Inspeção-Geral das Finanças", afirmou à agência Lusa Paulo Ralha, presidente daquela estrutura sindical.

No relatório do inquérito ao funcionamento da Autoridade Tributária, que confirma a existência de uma lista VIP, a entidade dirige críticas a Paulo Ralha, que acusa de ter feito declarações que "não correspondem de todo à verdade".

Para Paulo Ralha, a IGF só tem "competências técnicas" e não deve "fazer juízos de valor, muito menos juízos de valor com teor político". E, se os tem de fazer, que o "faça relativamente ao secretário de Estado", reagiu.

"Não tem nada que se meter com uma entidade que é privada e que não tem qualquer ligação com esta situação a não ser por ser tida como testemunha", sublinhou, acrescentando que o sindicato não foi indiciado de nada e as declarações são escusadas.

No documento, a IGF afirma que Paulo Ralha indicou que foram instaurados 36 processos disciplinares e cinco processos de inquérito devido a acessos aos dados de quatro contribuintes "VIP", mas que só foram instaurados 33 processos por causa de uma auditoria que não está relacionada com aquele assunto.

"Alguém pensa que as duas coisas estão separadas", questionou Paulo Ralha, sublinhando que são exatamente a mesma coisa.

"Se não existisse lista VIP, não existiam processos nenhuns, e o facto é que durante três anos não houve nenhum processo instaurado e de repente a partir do dia 29 de setembro começam a ser instaurados todos", salientou.

Segundo o sindicalista, o relatório "não é isento e não é idóneo e é um facto feito à medida do senhor secretário de Estado (dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio)" e por não lhe é reconhecido "qualquer credibilidade".

Lusa
  • Traço contínuo às curvas
    2:42
  • Quando se pode circular pela esquerda? A GNR explica (e fiscaliza)
    5:46

    Edição da Manhã

    A regra aplica-se a autoestradas e outras vias com esse perfil mas dentro das localidades há exceções. A Guarda Nacional Republicana está a promover em todo o território nacional várias ações de sensibilização e fiscalização no sentido de prevenir e reprimir a circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda quando não exista tráfego nas vias da direita. O major Paulo Gomes, da GNR, esteve na Edição da Manhã. 

  • Reservas de viagens na Páscoa e no verão aumentaram
    1:19

    Economia

    As reservas de viagens no período da Páscoa e do verão aumentaram este ano, tanto para o estrangeiro como para dentro de Portugal. O Algarve, a Madeira e os Açores continuam a ser os destinos de eleição. Os portugueses estão também a marcar férias com mais antecedência, uma das receitas para conseguir melhores preços.

  • Escada rolante inverte sentido e varre dezenas de pessoas
    1:15
  • Jovens impedidas de embarcar de leggings

    Mundo

    A moda das calças-elásticas-super-justas volta a fazer estragos. Desta vez nos EUA onde duas adolescentes foram impedidas de embarcar num voo da United Airlines devido à indumentária, que não cumpria com as regras dos tripulantes ou acompanhantes da companhia aérea norte-americana.

    Manuela Vicêncio

  • Cristas calcula défice de 3,7% sem "cortes cegos" das cativações
    0:45

    Economia

    Assunção Cristas diz que o défice de 2,1% só foi conseguido porque o Governo fez cortes cegos na despesa pública. Esta manhã, depois de visitar uma unidade de cuidados continuados em Sintra, a presidente do CDS-PP afirmou que, pelas contas do partido, sem cativações, o défice estaria nos 3,7%.

  • O pedido de desculpas de Dijsselbloem
    2:12

    Mundo

    O Governo português continua a mostrar a indignação que diz sentir perante as declarações do presidente do Eurogrupo. O ministro dos Negócios Estrangeiros português garante que com Dijsselbloem "não há conversa possível". Jeroen Dijsselbloem começou por recusar pedir desculpa mas depois cedeu perante a onda de indignação.