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Nova representante da Grécia no FMI renuncia após críticas no Syriza

A recém-designada representante grega no Fundo Monetário Internacional (FMI) renunciou hoje ao cargo na sequência das críticas de membros do Syriza, que recordaram ter sido uma defensora das políticas de austeridade no parlamento. 

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Elena Panariti, uma antiga deputada do Movimento Socialista Pan-Helénico (Pasok, social-democrata, que formou um governo de coligação com os conservadores entre 2012 e 2015) divulgou uma carta em que refere não estar em condições para aceitar a nomeação "devido às reações negativas dos deputados e membros do Syriza". 

Na sua carta, Panariti agradece expressamente o apoio fornecido pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que a incluiu na sua equipa ministerial e a designou para o cargo, e ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, que aceitou a sugestão. 

"Nunca pedi para ocupar esta posição e apenas a aceitei para ajudar o Governo com a minha experiência sobre o funcionamento do FMI (e organizações similares), mas torna-se impossível aceitar a nomeação devido às reações negativas de deputados e membros do Syriza", justifica a economista. 

A decisão foi anunciada após 40 dos 149 deputados do Syriza terem pedido a Tsipras para retirar a nomeação, numa nova contestação proveniente das suas fileiras e após a controversa designação do novo diretor-geral da radiotelevisão pública, Lambis Tagmatarchis, que ocupou o cargo entre 2010 e 2012. 

Dois casos semelhantes, por estarem ambos vinculados à gestão do governo do Pasok liderado por George Papandreou entre 2009 e 2011, quando foi assinado o primeiro resgate com os credores internacionais.  

Panariti tinha trabalhado anteriormente no Banco Mundial e também foi assessora do ex-presidente do peru Alberto Fujimori, que se encontra detido desde 2007 após condenação por corrupção e violação dos direitos humanos. 

Numa carta dirigida a Tsipras, os 40 deputados do Syriza consideraram que as posições de Panariti chocam totalmente com o programa do partido, pelo facto de ter apoiado o memorando com a 'troika' e as duras medidas de austeridade exigidas pelos credores quando era deputada do Pasok. 

"Um destacado representante das políticas de resgate não pode representar o Governo", consideraram os deputados numa carta publicada numa página da Internet próxima do Syriza. "Não é algo de simbólico mas antes uma questão política. É uma decisão equivocada, e pedimos que a reconsidere", acrescentaram. 

As críticas a Panariti foram consideradas um ataque indireto a Varoufakis, que a designou, fazendo regressar os rumores sobre a sua possível demissão. Na sua conta pessoal na rede social Twitter, o ministro das Finanças limitou-se a comentar com a frase "Os rumores sobre a minha renúncia iminente são pela enésima vez demasiado prematuros". 

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