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Enfermeiros em greve contra "degradação das condições de trabalho"

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) cumpre desde as 00:00 de hoje o primeiro de dois dias seguidos de greve nacional contra a "degradação das condições de trabalho" destes profissionais e pela valorização da carreira de enfermagem.

Arquivo Lusa

Cirurgias programadas, consultas externas e serviços nos centros de saúde deverão hoje ser afetados pela paralisação, mas, como em qualquer outra greve, os enfermeiros cumprirão serviços mínimos.

O Sindicato acusa o atual governo de ter poupado cerca de 190 milhões de euros à custa dos enfermeiros, nomeadamente com o aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais, com os cortes nas horas de penosidade, bem como através do congelamento de escalões.

Apesar de reconhecer que tem havido "um volume razoável" de enfermeiros admitidos, o SEP lembra que continua a ser insuficiente para as necessidades.

"Alertamos que cerca de 700 admissões de enfermeiros desde janeiro (...) não significa um aumento de 700 efetivos. Porque apesar destas entradas, também tem havido saídas, sobretudo por imigração e também por aposentação", lembrou o presidente do Sindicato na conferência de imprensa em que foi anunciada a realização da greve.

Além de mais recursos humanos, o Sindicato insiste na necessidade de valorizar a profissão que tem sofrido vários constrangimentos ao longo dos últimos anos, como congelamento das progressões, corte nos salários, nas horas extraordinárias e nas horas penosas.

Segundo o SEP, metade dos enfermeiros sofre de exaustão física e psíquica e também mais de metade afirma que o seu ambiente de trabalho é mau.


Lusa

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