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Acionistas do BPI travam desblindagem dos estatutos

Os acionistas do BPI decidiram hoje em reunião magna chumbar a desblindagem dos direitos de voto a 20% no banco, passo essencial para o sucesso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank.  

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

Segundo um comunicado do banco, a proposta apresentada pelo acionista Santoro Finance, necessitava de "aprovação de 75% dos votos expressos", sendo que a mesma "obteve votos a favor de apenas 52,45%", pelo que as "alterações não foram aprovadas". 

A assembleia-geral realizou-se hoje no Porto e, segundo o banco, estiveram presentes ou representados 223 acionistas, detentores de ações correspondentes a 81,73% do capital social. 

Na assembleia-geral de 29 de abril a maioria dos acionistas do Banco BPI presentes (54,7%) tinham decidido suspender até 17 de junho a votação da alteração dos estatutos do banco, para deliberar sobre o fim do limite de votos. 

Esta alteração estatutária, que necessitava de ser aprovada por maioria qualificada, é decisiva para o sucesso da OPA - lançada em fevereiro pelo CaixaBank sobre a totalidade do capital do BPI, a 1,329 euros por ação -, alteração essa que a Santoro, de Isabel dos Santos, pretendia votar e inviabilizar já na assembleia-geral do final de abril. 

Isto porque a empresária angolana já deixou clara por diversas ocasiões a sua oposição à oferta dos catalães, tendo avançado como proposta alternativa uma fusão entre o BPI e o BCP para criação da maior entidade bancária portuguesa. 

O Caixa Bank lançou a 17 de fevereiro uma OPA sobre a totalidade do capital do BPI a 1,329 euros por ação, um preço considerado baixo pela administração do banco português.

Duas semanas depois, Isabel dos Santos avançou uma proposta alternativa de fusão entre o BPI e o BCP. 

 

Lusa

 

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