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François Hollande diz que "não há tempo a perder" nas negociações com a Grécia

O Presidente francês, François Hollande, afirmou hoje que nas negociações entre os credores internacionais e o Governo grego "não há tempo a perder" porque, sublinhou, "cada segundo tem a sua importância".

© STRINGER Italy / Reuters

"Sobre a questão da Grécia, não há tempo a perder. Cada segundo tem a sua importância", afirmou Hollande, num encontro com os media em conjunto com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, com quem manteve previamente um encontro bilateral no norte de Milão.

As suas palavras foram secundadas pelo chefe do Governo italiano, que também instou Atenas a fazer um esforço.

Entretanto, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, já entregou o seu pacote de medidas, tendo em vista "um acordo benéfico mútuo" à chanceler alemã, Angela Merkel, a Hollande e ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nas conversas telefónicas hoje mantidas.

Segundo um comunicado do gabinete do Governo grego, o acordo "deverá trazer uma solução definitiva e não provisória" para a Grécia, sem precisar se as propostas feitas são novas ou avançar qualquer detalhe.

Agora, falta saber o que os seus credores internacionais - Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) - pensam sobre este novo plano.

De acordo com a informação avançada esta manhã pela televisão privada Mega, o plano que esteve a ser discutido previa a manutenção dos três tipos de imposto sobre o consumo (IVA), de 6,5%, 13% e 23%, propostos já por Atenas, ao contrário dos dois que defendem as instituições internacionais, mas a Grécia estaria disposta a alterar o imposto sobre alguns alimentos ou hotéis para aumentar as receitas fiscais.

No que respeita às pensões, que em conjunto com o IVA representa um dos pontos onde existe maior desacordo entre a Grécia e os seus credores, o Governo de Alexis Tsipras estaria disposto a acabar com as reformas antecipadas a partir do próximo ano, poupando cerca de 200 milhões de euros.

Além disso, segundo a televisão, a parte grega admitiria estudar a redução das pensões complementares mais elevadas de alguns funcionários, embora estes representem apenas 80.000 do total, o que representa um impacto pequeno.

Por sua vez, as instituições exigem um corte das pensões que represente um encaixe de 1.800 milhões de euros, cerca de 1% do produto interno bruto (PIB) em 2016.

O Governo grego também estaria disposto a manter o polémico imposto sobre a propriedade imobiliária, denominado de Enfia, que se tinha comprometido a eliminar este ano.

De acordo com as mesmas fontes, o ministro de Estado, Nikos Pappas, e alguns membros da equipa negociadora grega estão já em Bruxelas, refere a Efe.

Por outro lado, o FMI está atento à data limite de pagamento de 1.600 milhões de euros pela Grécia, que termina a 30 de junho, pois caso tal não aconteça irá ativar o protocolo oficial de "pagamento atrasado".

O FMI já afirmou que não irá dar um "período de graça" à Grécia se esta falhar o prazo.







Lusa
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