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Madrid garante que Espanha "está blindada" contra contágio devido à crise

Os receios duma saída da Grécia do euro fizeram cair as bolsas em Madrid e subir os juros da dívida, ainda que o ministro da Economia espanhol já tenha garantido que Espanha está "blindada" face à crise helénica. 

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Susana Vera / Reuters

O IBEX 35 madrileno abriu a cair mais de 06 por cento, se bem que a meio da manhã se tenha estabilizado nos 3,5%. Mal abriu a cotação, a variação de alguns títulos foi tão grande que o regulador do mercado de valores teve de suspender a negociação de várias cotadas. Mais uma vez, a meio da manhã a situação já estava normalizada. 

 

As empresas Abengoa e Sacyr, com quedas de 8% e de 7%, respetivamente, lideram as quedas no IBEX, seguidas do setor financeiro (o Banco Popular cai 7,9%, enquanto o Sabadell, o Bankia, o Santander e o BBVA sofrem perdas em torno dos 6%). 

 

Nenhum título espanhol negoceia no verde, e os títulos que estão a suportar a crise grega são a Endesa, a Amadeus e a Gas Natural, com quedas de cerca de 2%. 

 

Por outro lado, o risco da dívida pública espanhola subiu 170 pontos base na abertura dos mercados caindo depois (após intervenção do BCE) para 150 pontos. A dívida italiana roçou os 200 pontos e a portuguesa atingiu os 211 pontos base. 

 

Na semana passada, a Goldman Sachs afirmava num relatório que, caso a Grécia aplicasse medidas de controle de capitais, o risco da dívida de Espanha e Itália poderiam disparar entre 200 e 250 pontos base, enquanto que no pior cenário (o Grexit, ou saída da Grécia do euro) o diferencial para os "bonds" alemães, nos quais previsivelmente os investidores se irão refugiar, poderia crescer entre 350 e 400 pontos base. 


 

Face a um início de dia muito complicado nos mercados e que ainda pode piorar, o Governo espanhol realizou uma reunião de emergência com a Grécia como tema único. 

 

Ainda antes, o ministro da Economia, Luís de Guindos, afirmou que a boa condição da economia espanhola "blinda" o país quanto a um possível efeito de contágio. 

 

"A situação de Espanha é muito diferente de outros países uma vez que é a economia que mais cresce; a situação dos bancos não tem nada a ver com a de há três anos e o nosso défice fiscal também não", assegurou o ministro em entrevista à Rádio Nacional Espanhola. 

 

Já na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, De Guindos deixou claro que considera que a Grécia tem lugar e deve estar na zona euro.  

 

O ministro disse estar convencido de que a Grécia vai manter-se no euro, porque essa é "a melhor opção para a sociedade grega", independentemente dos eventuais riscos de contágio. 

 
 

Lusa

 
 

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