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Protesto contra reestruturação do setor da água em Lisboa

Os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa (AML) vão concentrar-se hoje junto à Mãe de Água, nas Amoreiras, em protesto contra a agregação de sistemas multimunicipais na empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo.

© Toby Melville / Reuters

A agregação de sistemas de abastecimento de água em alta integra-se na reestruturação do setor da água, preconizada pelo Governo, que decidiu implementar a fusão dos 19 sistemas multimunicipais em apenas cinco empresas.

A concentração dos autarcas dos 18 municípios da AML, que decorre a partir das 10:30 junto às Amoreiras, Lisboa, foi proposta pelo presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto (CDU), tendo sido convidados também os presidentes de juntas de freguesia dos municípios afetados pela reestruturação, assim como os eleitos de outras regiões do litoral e do interior que estão contra a medida do Governo.

Esta ação de protesto decorre no mesmo dia em que se realizam assembleias gerais nas 19 empresas regionais, participadas pelo grupo Águas de Portugal, com o objetivo de constituir as novas sociedades dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água.

A nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo e EPAL agrega oito sistemas multimunicipais, entre os quais a Sanest -- Sistema de Saneamento da Costa do Estoril, a Simtejo -- Sistema Integrado dos Municípios do Tejo e Trancão e a Simarsul -- Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais de Setúbal.

O Ministério do Ambiente justificou a agregação dos sistemas regionais em cinco entidades com o objetivo de "um fortíssimo emagrecimento" do grupo Águas de Portugal, para reduzir custos em 2.700 milhões de euros e promover uma "harmonização tarifária" entre o interior e o litoral.

A tutela destaca ainda que, com esta reestruturação, "o custo do setor da água será reduzido em três quartos dos municípios e apenas num quarto dos municípios haverá um custo agravado".

 

FYS (LYFS/JAP) // PMC

Lusa/Fim

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