sicnot

Perfil

Economia

Tsipras diz que negociações serão retomadas no "dia a seguir" ao referendo

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou hoje que as negociações com os credores internacionais vão ser retomadas a seguir ao referendo e defendeu que uma vitória do 'não' não significa virar as costas à Europa. 

© Yannis Behrakis / Reuters

"No dia seguinte ao referendo, retomaremos de imediato os nossos esforços para alcançar um acordo" com os credores internacionais, disse hoje o chefe do Governo grego, numa entrevista à televisão grega ANT1 e que está a ser descrita em inglês na sua conta oficial no Twitter. 

Alexis Tsipras continua a apelar ao voto no 'não' no referendo que no domingo vai perguntar aos gregos se aceitam -- ou não -- as propostas dos credores, mas defendeu que uma vitória do 'oxi' (não em grego) "não quer dizer não à Europa, mas exigir uma solução realista".

"Quanto maior for a expressão do 'não' no referendo, maior será a posição do Governo quando as negociações forem retomadas", afirmou o primeiro-ministro, deixando desde já sublinhado que "sem uma restruturação da dívida, nenhum programa será viável".

Apelando ao voto, o líder do Syriza afirmou que o referendo "dá ao povo a hipótese de influenciar o processo de negociação" e considerou que o povo grego "está consciente" do que está em causa no referendo: "democracia e justiça na Europa".

Citado pela agência noticiosa espanhola EFE, Tsipras afirmou que caso o 'sim' obtenha mais votos no domingo respeitará o resultado, deixando antever que se poderá demitir.

"Se o resultado for o sim teremos um acordo insustentável. Respeitarei o resultado seja qual seja e colocarei em marcha os procedimentos prevista na Constituição", reiterando que não colocará o Seu lugar à frente dos "interesses da nação".

O primeiro-ministro grego defendeu ainda que "o único caminho para conseguir melhores condições (...) é permitindo que o povo grego expresse a sua opinião".

"A austeridade apenas serve para prolongar a crise. Os trabalhadores e os pensionistas não podem continuar a suportar este fardo", disse, acrescentando que o Governo grego não vai aceitar "a visão do Sr. Schäuble [ministro das Finanças alemão] de que o euro significa pobreza, austeridade e catástrofe social".

Considerando que a situação na Grécia é uma questão de "ceder a ultimatos ou optar pela democracia", Alexis Tsipras recordou que Atenas concordou com as metas orçamentais, mas que elas não foram aceitas, já que os credores "insistiram em medidas que seriam prejudiciais para a sociedade", o que foi recusado pelo Governo grego.

Sobre o encerramento dos bancos, o primeiro-ministro considerou que as filas "são uma vergonha para a Grécia e para a Europa", mas culpou os credores europeus: "Os nossos parceiros recusaram a extensão do programa, optando pela extorsão". 

Ainda assim, Alexis Tsipras considerou que "as pessoas que estão a sofrer, nas filas dos bancos e dos multibancos, sabem que o Governo está a lutar por uma solução viável e digna".

 

 

 

 

Lusa

 

  • "O bom senso obriga a acordo para a estabilização do sistema financeiro"
    2:06

    Economia

    O Presidente da República disse esta quarta-feira que "o bom senso obriga a que todos estejam de acordo para a estabilização do sistema financeiro". Num aparente recado a Passos Coelho, Marcelo apelou a um consenso de regime e avisou que "não há prazer tático que justifique o desgaste" provocado pelas divisões atuais.

  • Uma alternativa aos serviços de enfermagem ao domicílio
    7:34
  • Familiares de vítimas procuram destroços do MH370
    1:48

    Voo MH370

    Um grupo de familiares das vítimas do avião das linhas aéreas da Malásia, desaparecido em 2014, procuram destroços do aparelho em Madagáscar. As autoridades malaias estudam a posssibilidade de uma nova operação de buscas.

  • Primeiro-ministro em lágrimas ao reencontrar refugiado que recebeu no Canadá em 2015

    Mundo

    Justin Trudeau desfez-se em lágrimas no reencontro com um refugiado sírio, que ele recebeu no Canadá em 2015. No ano passado, Trudeau recebeu pessoalmente os refugiados no aeroporto, onde foi visto a entregar casacos de inverno aos migrantes. Esta segunda-feira, o primeiro-ministro conheceu algumas das famílias que se estabeleceram no país, numa reunião filmada pela emissora canadiana CBC.