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Pharol vai avançar com processos contra ex-administradores

A Pharol, antiga PT SGPS, vai avançar com processos contra ex-administradores pelas aplicações na Rioforte, depois dos acionistas aprovarem a proposta por larga maioria, com cerca de 11 mil votos contra, disse um dos participantes da reunião.

A Pharol é a antiga PT SGPS. (Arquivo)

A Pharol é a antiga PT SGPS. (Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

Os acionistas da Pharol (43% do capital representado) estiveram reunidos esta tarde em Lisboa, em assembleia-geral de acionistas, para votar a proposta do Conselho de Administração de colocar uma ação de responsabilidade contra ex-administradores da empresa devido a investimentos na Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).

Questionado no final da reunião magna, que durou cerca duas horas, sobre se Henrique Granadeiro fazia parte da lista dos antigos administradores da PT SGPS que vão ser alvo de um processo, o presidente do Conselho de Administração da Pharol, Luís Palha da Silva, escusou-se a dar nomes, defendendo a privacidade dos mesmos.

"Essa lista está em aberto, não exatamente por falta de definição", disse, apontando duas razões.

Por um lado, disse, esta assembleia-geral não é um tribunal, "um sítio onde se faz um julgamento, há que respeitar a privacidade das pessoas".

Por outro, "podem sempre somar-se ou retirar-se algumas das pessoas que atualmente fazem parte da nossa lista. Não vou entrar em mais nenhuma concretização", acrescentou.

Questionado sobre quantas ações judiciais vão avançar, Luís Palha da Silva foi perentório: "Tantas quantas se revelarem necessárias, dependendo da nossa lista".

"Obviamente, é uma ação conjunta", acrescentou.

Luís Palha da Silva, que falou pela primeira vez aos jornalistas desde que assumiu funções como presidente da Pharol, salientou que há um "dano objetivo verificado na sociedade por determinadas decisões de investimento".

E "nós pretendemos que quem se venha a considerar responsável indemnize a empresa por essas perdas, nada mais do que isso", sublinhou.

Questionado quando é que as ações deverão entrar em tribunal, o presidente do Conselho de Administração da Pharol disse esperar que tal não seja demorado.

No final de junho do ano passado, foi tornado público que as aplicações na Rioforte, datadas de abril de 2014, ascendiam no seu conjunto a 897 milhões de euros. Estes instrumentos de dívida acabariam por vencer a 15 e 17 de julho do mesmo ano, sem a PT SGPS conseguir obter aquele montante.

A situação culminaria na saída de Henrique Granadeiro, na altura presidente executivo e do conselho de administração da PT SGPS, a 7 de agosto do ano passado, e mais tarde de Zeinal Bava da Oi.

Esta foi primeira assembleia-geral da Pharol (antiga PT SGPS) desde que mudou de nome e com Luís Palha da Silva como presidente.

Lusa

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