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Desvalorização do yuan "basicamente concluída", moeda chinesa permanecerá forte

Um responsável do banco central chinês garantiu hoje que o yuan "permanecerá forte", afirmando que o "ajustamento" iniciado há três dias, que se traduziu numa desvalorização de 4,5% face ao dólar norte-americano, está "basicamente concluído".

© Jason Lee / Reuters

"O valor do yuan voltou gradualmente aos níveis do mercado depois das quedas nos dias anteriores, e permanecerá uma moeda forte no longo prazo, sem bases para uma persistente e substancial desvalorização", disse Zhang Xiaohui, vice-governador adjunto do Banco Popular da China, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Nos últimos três dias, a moeda chinesa desvalorizou sucessivamente 1,9%, 1,6% e 1,1% face ao dólar norte-americana, na maior descida do género em mais de duas décadas.

Zhang Xiaohui indicou que "havia um fosso de 3% entre a cotação do yuan e as expectativas do mercado".

"O ajustamento para eliminar aquele fosso", assumido pelo banco central chinês como uma medida destinada a "refletir melhor o mercado", está "basicamente concluído", disse o responsável numa conferência de imprensa em Pequim.

Segundo as cotações do banco central chinês, hoje de manhã (hora local), a moeda norte-americana valia 6,401 yuan, mais 0,071 do que na quarta-feira passada e 0,285 acima do valor fixado no início da semana.

O euro também subiu face à moeda chinesa e, pela primeira vez em vários meses, excedeu 7 yuan, cotando-se em 7,101 - mais 0,338 do que na terça-feira passada.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) congratulou-se com a "maior flexibilidade cambial" adotada pela China, afirmando que aquele país "está rapidamente a integrar-se nos mercados financeiros globais".

A desvalorização do yuan foi considerada também uma forma de aumentar a competitividade das exportações chinesas, cujo valor, em julho passado, diminuiu 8,3% em relação a igual período de 2014.

Segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China é também o maior exportador do planeta, à frente da Alemanha e do Japão.

A União Europeia e os Estados Unidos são os principais destinos das exportações chinesas.

Lusa

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