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Portugal volta a liderar importações angolanas, mas perde 20% face a 2014

As compras de Angola a Portugal caíram 20 por cento entre abril e junho, face a 2014, mas o país retomou o lugar de primeira origem das importações angolanas, face à retração das vendas asiáticas.

© Rafael Marchante / Reuters

A China e a Coreia do Sul tinham destronado Portugal como principal fornecedor das importações angolanas, segundo a análise do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola ao primeiro trimestre de 2015.

No documento referente ao segundo trimestre, consultado hoje pela Lusa, Portugal surge de novo em primeiro lugar nas importações angolanas da lista do INE, com um valor global de 67.239 milhões de kwanzas (446 milhões de euros).

Trata-se de uma quebra de 20% face ao mesmo período de 2014 e de 4% em relação aos primeiros três meses do ano, mas atenuando desta forma a forte descida anterior.

A situação é provocada pela crise económica e financeira que Angola atravessa, fruto da quebra acentuada da cotação do barril de crude, principal produto de exportação do país.

Portugal lidera as importações angolanas com uma quota de 18%, logo seguido da China - destronada do primeiro lugar -, que vendeu quase metade do que faturou com Angola no primeiro trimestre e menos 9,6% face a 2014, o equivalente a 57.511 milhões de kwanzas (381 milhões de euros) e uma quota de 15,4%.

No terceiro lugar das origens das importações angolanas no segundo trimestre estão os Estados Unidos da América, com uma quota de 8,7% e um encaixe de 32.757 milhões de kwanzas (217 milhões de euros).

No sentido inverso, Portugal comprou 43.761 milhões de kwanzas (290 milhões de euros) de produtos a Angola (petróleo), uma quebra de 13% tendo em conta o segundo trimestre de 2014, figurando no sétimo posto dos destinos das exportações angolanas.

A tabela continua a ser liderada pela China, com 44,3% do total das exportações de Angola, representando neste período mais de 491.671 milhões de kwanzas (3,2 mil milhões de euros). Trata-se, ainda assim, de uma quebra de 25,8% face a 2014, mas um aumento das compras chinesas (+26,7%) em relação ao primeiro trimestre deste ano.

Igualmente refletindo essencialmente compras de petróleo, a Índia continua no segundo lugar das exportações angolanas, tendo comprado 112.875 milhões de kwanzas (746 milhões de euros) entre abril e junho, uma quebra de 23,4% no volume total face ao mesmo período de 2014.

Lusa

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