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Fitch diz que adiamento da venda do Novo Banco prejudica banca portuguesa

O adiamento da venda do Novo Banco até meados do próximo ano pode afetar a confiança dos investidores nos bancos portugueses, considerou hoje numa nota de análise a agência de notação financeira Fitch Ratings.

© Brendan McDermid / Reuters


A Fitch sublinhou que a decisão de adiar o negócio, tomada pelo Banco de Portugal a 15 de setembro, não ajuda a atrair investimento para o setor bancário português, que a agência de 'rating' disse que ainda está "fraco", ainda que esteja em vias de "estabilizar".

E realçou: "As condições operacionais para os bancos portugueses continuam difíceis, mas os resultados do primeiro semestre dos bancos acompanhados pela Fitch mostram uma recuperação tímida na rentabilidade".

A agência de notação financeira acrescentou ainda que o Banco de Portugal indicou que as negociações para a venda vão começar depois de o Banco Central Europeu (BCE) publicar os resultados dos testes de 'stress' do Novo Banco.

"O teste de 'stress' do BCE, que vão ser publicados no final de 2015, devem esclarecer algumas questões acerca da posição de solvência do Novo Banco, abrindo caminho para o reatamento do processo de venda", vincou a Fitch.

Porém, até lá, "o adiamento da venda [do Novo Banco], combinado com as incertezas sobre a extensão das responsabilidades relacionadas para o setor bancário, pode minar o sentimento dos investidores e afetar a avaliação da adequação de capital do sistema por parte da Fitch", assinalou.

O Novo Banco é uma entidade bancária de transição que nasceu após a intervenção do Banco de Portugal no antigo Banco Espírito Santo (BES), a 03 de agosto de 2014.

O regulador tomou conta da instituição fundada pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os ativos e passivos de qualidade num 'banco bom', denominado Novo Banco, e os passivos e ativos tóxicos, no BES, o 'banco mau' ('bad bank'), que ficou sem licença bancária.

Lusa

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