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IGCP espera arrecadar até 5.750 milhões de euros em dívida

Portugal espera arrecadar até 2.000 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) e até 3.750 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro no último trimestre do ano, totalizando os 5.750 milhões de euros.

© Dado Ruvic / Reuters

De acordo com o programa de financiamento hoje divulgado, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) prevê a realização, entre outubro e dezembro deste ano, de "um a dois leilões de OT, sendo esperadas colocações de 750 a 1.000 milhões de euros por leilão".

Estes leilões poderão ser realizados à segunda ou à quarta quartas-feiras de cada mês após anúncio do montante indicativo e linhas de OT a reabrir até três dias úteis antes da respetiva data de leilão, segundo o IGCP.

A instituição liderada por Cristina Casalinho antecipa ainda realizar leilões de BT ao longo do último trimestre uma vez por mês, esperando colocar no mercado entre 1.000 e 1.250 milhões de euros de cada vez.

Para 21 de outubro está prevista a reabertura das linhas a três e a 11 meses, para 18 de novembro está prevista a reabertura da linha a seis meses e o lançamento da linha a 12 meses e, para 16 de dezembro, está agendada as reaberturas das linhas a três e a 11 meses.

No final de setembro, o IGCP informou que vai reavaliar a intenção de pagar antecipadamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) este ano e que vai alterar o seu plano de financiamento, prevendo agora obter mais 1.300 milhões de euros.

Numa apresentação a investidores, a agência que gere a dívida pública portuguesa refere que o adiamento da venda do Novo Banco não "altera significativamente" a estratégia de financiamento para o resto deste ano, mas admite que aumenta as necessidades de financiamento líquidas do Estado português e que vai "revisitar" a ideia de pagar mais cedo o empréstimo ao FMI.

O governo tinha dado a entender que queria avançar com um terceiro reembolso antecipado ao FMI no final do ano, o que poderá agora ser adiado.

Nesta altura, o IGCP disse que espera ter uma almofada financeira acima de 8 mil milhões de euros no final de 2015.

Lusa

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