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FMI revê em baixa previsão de crescimento mundial para 3,1% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu esta terça-feira em baixa a previsão de crescimento da economia global, esperando agora um crescimento de 3,1% este ano e de 3,6% em 2016, duas décimas abaixo do antecipado em julho.

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. (Arquivo)

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. (Arquivo)

© Carlos Barria / Reuters

De acordo com o 'World Economic Outlook', hoje divulgado, o FMI refere que "as projeções nos principais países e regiões continuam desiguais", prevendo que as economias desenvolvidas cresçam, no seu conjunto, 2% este ano e 2,2% no próximo e que as economias emergentes e em desenvolvimento apresentem um crescimento económico de 4% em 2015 e de 4,5% em 2016.

Em ambos os casos, as previsões hoje avançadas são inferiores às divulgadas em julho, altura em que a instituição liderada por Christine Lagarde antecipou que as economias desenvolvidas crescessem 2,1% e 2,4% este ano e no próximo, respetivamente, e que as emergentes e em desenvolvimento crescessem 4,2% e 4,7% no mesmo período.

No entanto, em comparação com o ano passado, o Fundo destaca que "o crescimento das economias desenvolvidas deve acelerar ligeiramente, ao passo que se espera que caia nas economias emergentes e em desenvolvimento".

O FMI prevê que os Estados Unidos da América cresçam 2,6% em 2015, acelerando o ritmo de crescimento para os 2,8% em 2016, uma projeção que compara com os 2,5% este ano e com os 3% no próximo antecipados em julho, altura em que o Fundo atualizou as projeções para as principais economias mundiais.

Nas suas recomendações de política, o FMI defende que as decisões do comité de política monetária da Reserva Federal (Fed) "devem depender dos dados", considerando que este comité "deve esperar até haver sinais mais firmes de um aumento seguro da inflação para o objetivo de 2%" para avançar com um aumento da taxa de juro diretora.

Já no caso do Japão, as perspetivas de crescimento do FMI são agora mais pessimistas tanto para este ano como para o próximo: o FMI espera um crescimento de 0,6% em 2015 (contra os 0,8% anteriormente estimados) e de 1% em 2016 (o que compara com os 1,2% previstos há menos de três meses).

A China, por seu lado, não viu as projeções de crescimento económico serem alteradas, continuando o Fundo a apontar para um crescimento de 6,8% em 2015 e de 6,3% em 2016.

O FMI apresenta ainda riscos que podem prejudicar o crescimento económico mundial, como o abrandamento da China, uma sobrevalorização do dólar ou possíveis impactos nos mercados financeiros das tensões geopolíticas na Ucrânia, no Médio Oriente e em zonas de África.

Lusa

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